Category Archives: Santos e beatos da OP

15 de Novembro – Alberto Magno

Alberto nasceu em Lauingen (na Baviera) por volta de 1206. Foi a Itália para estudar, primeiro em Bolonha, depois em Veneza e finalmente em Pádua, onde conheceu o Bem-Aventurado Jordão da Saxónia e dele recebeu, em 1223, o hábito da Ordem, malgrado a oposição da sua família. Voltando à Alemanha, em 1228 ensina em Colónia. Mais tarde em Hildesheim, Friburgo, Ratisbona, Estrasburgo e Paris, em 1244, onde teve o seu discípulo mais célebre Tomás de Aquino.

Aos estudantes da Universidade de Paris, frei Alberto explicou com  espírito universal uma nova ciência: a física aristotélica, segundo a interpretação de autores judeus e árabes. Em 1248 foi regente no Studium Generale de Colónia, recentemente instituído, para onde foi também Tomás de Aquino.

Depois de haver desempenhado diversos ofícios, foi eleito provincial da Teutónia (1254-1257). Em 1256 foi a Roma para defender, juntamente com o franciscano São Boaventura, o direito das Ordens mendicantes a ensinar nas universidades, contra Guilherme de Saint-Amour e outros.

Em 1260 foi consagrado bispo de Ratisbona, porém renunciou ao cargo dois anos depois e voltou a dedicar-se ao estudo e ao ensino em várias cidades, como Wurzburgo, Estrasburgo, Lyon (onde participou no Concílio ali realizado em 1274) e provavelmente em Paris, para terminar em Colónia.

Alberto uniu admiravelmente a sabedoria dos santos com a ciência humana, brilhou em alto grau por os seus escrito e ensino, resplandeceu ainda mais pela integridade de vida e pela sua caridade pastoral. Distinguiu-se também pela sua extraordinária piedade para com o sacramento da Eucaristia e a Virgem Maria, Mãe de Deus, que, segundo a tradição, o animou e esclareceu a perseverar no propósito sagrado.

Deixou insignes obras de teologia e de outras ciências, merecendo ser chamado de «Magno» e «doutor universal». É a personificação mais perfeita – junto com Tomás de Aquino – do ideal dominicano. Ataca o erro, prevenindo-o e enfrentando-o. Busca a síntese de todos os conhecimentos, busca a verdade em todas as ciências humanas e divinas.

Faleceu em Colónia a 15 de Novembro de 1280. Já em 1459 Pio II enumerou Alberto entre os santos doutores da Igreja. Foi beatificado por Gregório XV, e, 1622, e canonizado por Pio XI em 16 de Dezembro de 1931. Pio XII, em 1941 declarou-o padroeiro dos que se dedicam ás ciências naturais.

in: Próprio dos Ofícios da Ordem dos Pregadores, 1998

Imagem: Friedrich Walther (1440-1494) Sermão de São Alberto Magno, Metropolitan Museum of Arts, Nova York, NY, EUA

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Festa de todos os santos da Ordem e Dia da Família Dominicana

A 7 de Novembro celebra-se a festa de todos os santos da Ordem e o Dia da Família Dominicana.

«Na festa de hoje, instituída por Clemente X, em 1647, recordamos com amor «aquele membros da Família Dominicana que nos precederam, dando-nos exemplo com a sua vida, companhia com a sua amizade e ajuda com a sua intercessão», para que «nos sintamos animados a imitá-los e se afirme o espírito da nossa vocação». (Cf. LCO nº16 e 67)
in: Próprio Ofício da Ordem dos Pregadores


Fr. Bartolomeu dos Mártires OP será declarado santo

bartolomeu-museu aveiroO Papa Francisco concedeu, a 20 de Janeiro, em audiência à Congregação para a Causa dos Santos a autorização necessária à dispensa do milagre “formalmente demonstrado” para a declaração de santidade do beato Bartolomeu dos Mártires (1514-1590), anunciou esta terça-feira a Arquidiocese de Braga.

“Este passo significativo permitirá, em breve, a conclusão do processo de canonização e a declaração pública da santidade de Bartolomeu dos Mártires, antigo arcebispo de Braga e figura de referência do Concílio de Trento”, informa a arquidiocese.

Numa nota pública, D. Jorge Ortiga afirmou que esta notícia foi acolhida “como um novo estímulo para a caminhada arquidiocesana de conversão pessoal e pastoral” e reconheceu em Bartolomeu dos Mártires “um companheiro de viagem que abre novos horizontes” no caminho da nova evangelização.

Bartolomeu dos Mártires foi declarado venerável, a 23 de Março de 1845, pelo Papa Gregório XVI, e beato, a 4 de Novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II.

“A 5 de Fevereiro de 2015, D. Jorge Ortiga entregou, em mãos, ao Papa Francisco um dossiê sobre a vida do antigo arcebispo de Braga e formulou o pedido decanonização equipolente (dispensa do milagre). Com a actual dispensa do milagre, o processo de canonização entra numa fase conclusiva e, a curto prazo, será anunciada a data de canonização”, refere a arquidiocese.

Fonte: Rádio Renascença


Santa Joana Princesa

Joana de Portugal era a filha mais velha de D. Afonso V, rei de Portugal e de sua esposa, a rainha D. Isabel de Avis. Nasceu em Lisboa, a 6 de Fevereiro de 1512. Vivia então Portugal em plena era dos Descobrimentos. Orfã de sua mãe desde os quatro anos de idade, procurou desde tenra idade praticar as melhores virtudes humanas e cristãs, sendo prec1000082ocemente muito devota. Tinha grande desprendimento das grandezas da Corte onde foi educada pela sua tia D. Filipa de Lencastre, que era recolhida – sem professar,  no Mosteiro de Odivelas. Vivendo e cultivando uma profunda piedade e vida espiritual interior, desenvolveu uma franca devoção à Paixão de Cristo e uma sincera caridade em favor dos mais pobres e necesssitados. Para manifestar tal sentido de vida, escolheu como distintivo pessoal uma coroa de espinhos.

Aos dezanove anos, com permissão do pai, recolheu-se ao Mosteiro de Odivelas, das freiras bernardas; contudo, em 4 de Agosto de 1472, apesar da resistência do irmão, o futuro rei D. João II, e dos nobres da Corte, deu entrada no Mosteiro de Jesus, em Aveiro, de monjas dominicanas. Ali viveu em austeridade claustral, sob o hábito de S. domingos até à sua morte, em 12 de Maio de 1490, com trinta e oito anos de idade. O seu cadáver foi então depositado em campa rasa, no coro baixo do mesmo convento, contíguo àrespectiva igreja.

Logo após o seu falecimento, o povo de Aveiro começou a venerá-la como santa, considerando-a mesmo, mais tarde, como protectora da cidade, tal como o fora em vida, lutando pela liberdade e direitos dos seus habitantes. O seu culto foi confirmado pelo papa Inocêncio XII em 4 de Abril de 1693;  e o papa Paulo VI , em 5 de Janeiro de 1965 declarou-a oficialmente como padroeira da Diocese e da cidade de Aveiro.