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Fr. Bartolomeu dos Mártires OP será declarado santo

bartolomeu-museu aveiroO Papa Francisco concedeu, a 20 de Janeiro, em audiência à Congregação para a Causa dos Santos a autorização necessária à dispensa do milagre “formalmente demonstrado” para a declaração de santidade do beato Bartolomeu dos Mártires (1514-1590), anunciou esta terça-feira a Arquidiocese de Braga.

“Este passo significativo permitirá, em breve, a conclusão do processo de canonização e a declaração pública da santidade de Bartolomeu dos Mártires, antigo arcebispo de Braga e figura de referência do Concílio de Trento”, informa a arquidiocese.

Numa nota pública, D. Jorge Ortiga afirmou que esta notícia foi acolhida “como um novo estímulo para a caminhada arquidiocesana de conversão pessoal e pastoral” e reconheceu em Bartolomeu dos Mártires “um companheiro de viagem que abre novos horizontes” no caminho da nova evangelização.

Bartolomeu dos Mártires foi declarado venerável, a 23 de Março de 1845, pelo Papa Gregório XVI, e beato, a 4 de Novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II.

“A 5 de Fevereiro de 2015, D. Jorge Ortiga entregou, em mãos, ao Papa Francisco um dossiê sobre a vida do antigo arcebispo de Braga e formulou o pedido decanonização equipolente (dispensa do milagre). Com a actual dispensa do milagre, o processo de canonização entra numa fase conclusiva e, a curto prazo, será anunciada a data de canonização”, refere a arquidiocese.

Fonte: Rádio Renascença

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Santa Joana Princesa

Joana de Portugal era a filha mais velha de D. Afonso V, rei de Portugal e de sua esposa, a rainha D. Isabel de Avis. Nasceu em Lisboa, a 6 de Fevereiro de 1512. Vivia então Portugal em plena era dos Descobrimentos. Orfã de sua mãe desde os quatro anos de idade, procurou desde tenra idade praticar as melhores virtudes humanas e cristãs, sendo prec1000082ocemente muito devota. Tinha grande desprendimento das grandezas da Corte onde foi educada pela sua tia D. Filipa de Lencastre, que era recolhida – sem professar,  no Mosteiro de Odivelas. Vivendo e cultivando uma profunda piedade e vida espiritual interior, desenvolveu uma franca devoção à Paixão de Cristo e uma sincera caridade em favor dos mais pobres e necesssitados. Para manifestar tal sentido de vida, escolheu como distintivo pessoal uma coroa de espinhos.

Aos dezanove anos, com permissão do pai, recolheu-se ao Mosteiro de Odivelas, das freiras bernardas; contudo, em 4 de Agosto de 1472, apesar da resistência do irmão, o futuro rei D. João II, e dos nobres da Corte, deu entrada no Mosteiro de Jesus, em Aveiro, de monjas dominicanas. Ali viveu em austeridade claustral, sob o hábito de S. domingos até à sua morte, em 12 de Maio de 1490, com trinta e oito anos de idade. O seu cadáver foi então depositado em campa rasa, no coro baixo do mesmo convento, contíguo àrespectiva igreja.

Logo após o seu falecimento, o povo de Aveiro começou a venerá-la como santa, considerando-a mesmo, mais tarde, como protectora da cidade, tal como o fora em vida, lutando pela liberdade e direitos dos seus habitantes. O seu culto foi confirmado pelo papa Inocêncio XII em 4 de Abril de 1693;  e o papa Paulo VI , em 5 de Janeiro de 1965 declarou-a oficialmente como padroeira da Diocese e da cidade de Aveiro.