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Dominicanos pela paz

51 ligações e cerca de 65 pessoas participaram no evento realizado no dia 5 de Dezembro pela equipe de Justiça e Paz relativo ao Mês Dominicano para a Paz, este ano dedicado à difícil situação na Ucrânia.

O evento realizado através da plataforma zoom iniciou-se com um cântico apresentado pelo Fr. José Manuel Silva, e uma introdução pelo Promotor de Justiça e Paz da Província frei Rui Grácio e saudação da Presidente do Conselho da Família Dominicana, Aurora Rocha. O Prior Provincial Fr. José Nunes fez uma apresentação sobre a relevância e centralidade da questão da paz no âmbito da missão dominicana. Seguiu-se uma leitura do profeta Isaías pelas Fraternidades Leigas de São Domingos e um Salmo rezado pelas Irmãs de Santa Catarina de Sena. O Evangelho foi proclamado pelas irmãs Missionárias do Rosário.

O frei Vasyl Goral, frade dominicano da nossa província, mas nascido na Ucrânia fez uma muito elucidativa conferência explicando as origens e actual situação na guerra entre a Ucrânia e a Rússia, bem como as questões internas ucranianas e a questão das minorias pró-russas e suas implicações mesmo ao nível das diferentes igrejas cristãs. Os participantes rezaram em comum o Pai-Nosso seguindo-se uma apresentação de uma iniciativa de apoio a quem mais sofre, que são as crianças na Ucrânia, vítimas da guerra e em que os dominicanos ucranianos (frades, irmãs e leigos) estão envolvidos. O evento terminou com uma oração partilhada pelo Movimento Juvenil Dominicano e um cântico final.


Convite

A Comunidade das monjas da Nossa Senhora da Eucaristia, em Lamego, faz participar aos nossos amigos , benfeitores e irmãs na religião da missa de Acção de graças das nossas duas irmãs: Madre Vitória e Irmã Conceição, apesar das circunstâncias difíceis que nos envolvem. estamos todos unidos em Cristo:  No dia 8 de Dezembro pelas 8:30 no período da manhã.

Ir. Maria da Glória OP


Lançamento de livro de Fr. Gonçalo Diniz

 
 
O Fr, Gonçalo Diniz, actual Prior do Convento do Porto, defendeu com êxito, o ano passado, a sua tese de doutoramento. Ela foi agora publicada pela Universidade Católica, com o título «O clamor do não-homem», e o lançamento público será on-line, dia 3 de Dezembro, às 18h. O Professor da UCP Jorge Cunha fará a apresentação do livro.
 
Os interessados em participar no evento de lançamento poderão inscrever-se aqui.
 
Fr. José Nunes op.

 

 


Frei Pedro (19/03/1940 — 09/11/2020)

Afinal, os seus olhos já eram o céu e o seu sorriso eternidade. A sua bondade era a esperança que nos guiava, corrigia, que nos interpelava para sermos melhores.

Por vezes, a sua presença pacificadora bastava, para devolver-nos a paz.

Escutava como ninguém e constantemente dizia-nos para escutar. Escutar verdadeiramente, com cuidado e tempo oferecido, como quem se põe no lugar do outro.

Mas não era só o escutar, era a acção concreta, era a construção de pontes, era a abertura ao diálogo e à ponderação.

Era serenidade, sensatez, simplicidade.

O importante para si era cuidar do rebanho, de ovelhas ou de homens, chamá-lo pelo nome, alegremente, com a doçura e proximidade que a relação provoca.

Era a imagem de Jesus. Era a santidade concreta. Era a alegria interior de quem vive para e com Deus.

Era paciência. Era tanta paciência, daquela carregada de paz e entrega!

Era abandono, desapego. Era fé, esperança e caridade.

Ficamos infinitamente mais pobres, mas incrivelmente ricos com o testemunho de vida que nos deixa.

Meu tão querido Frei Pedro, obrigada. Obrigada.

Leonor Mexia Kendall

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Faleceu esta manhã, no Porto, o m/ querido Frei Pedro O.P.

 Alguns de vós tê-lo-ão conhecido mais vaga ou superficialmente; outros terão podido sentir a doçura do seu sereno, quase tímido, olhar.

 Numa ordem religiosa de pregadores brilhantes, ele era um discreto e sólido porto seguro, o mais fiel rosto de Deus Pai. Assentava-lhe bem o nome que escolheu. Não que fosse uma espécie de calhau frio, mas, antes, como que um penedo, sólido, que nos apontava o céu e sobre o qual poderíamos construir uma comunidade; fosse uma simples e juvenil Equipa de São Domingos, fosse um convento, fosse uma vasta província de uma grande ordem religiosa.

 Não lhe faltavam dotes de pregador, mas não eram eles que sobressaíam…, sereno, calmo, afável, sempre acolhedor, humilde, poderia passar discreto, poderia alguém não reparar nele, mas, quem reparasse, descobria um tesouro.

 Como escreveu a sobrinha ao dar a triste notícia, o seu «sorriso amigo, o espírito alegre e o olhar que transmitia paz permanecerá sempre nos nossos corações». Justamente; sem dúvida, permanecerá no meu! Com uma enorme saudade.

 Concluiu a sua longa jornada, particularmente difícil na sua parte final do percurso. Como semeador da parábola, foi deixando cair sementes ao longo do caminho. Agora concluiu-o e chegou à casa do Pai. A lágrima que verto não é por ele, é por mim, porque não o visitei enquanto peregrino; nem enquanto doente. Mas ele, sim, esteve presente quando o chamei.

 Em Algés, a missa das 19:00h hoje, dia do S/ passamento, será celebrada por intenção dele. Não creio que ele careça de grande sufrágio, mas, orando por sua intenção evocarei(mos) o S/ testemunho e rezaremos por nós próprios e pela falta que ele nos faz.

 Pedro Cruz, 2020/11/09

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(…)O seu bom-humor parecia nascer da alegria transbordante de ter Cristo como irmão e de reflectir na relação com qualquer pessoa a mesma fraternidade. Foi das pessoas que mais me ensinou sobre o que é ser cristão no quotidiano, sem precisar de dizer nada, dando o exemplo sem na verdade o procurar dar. Foi um homem bom e discreto nessa bondade. Talvez porque soubesse que essa bondade não era “dele”, era de Deus. (…)confesso que em tempos recentes pensava que ainda o voltaria a ver, recuperado. Assim não foi. O fr. Pedro partiu hoje deste mundo para outra morada, mas permanecerá connosco. Que Deus o acolha.

Sérgio Dias Branco, op

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Bem aventurados os puros de coração, os que reconhecem no mundo e nos outros a bondade que transfigura o seu olhar, os simples e humildes (tão humildes), os acolhedores e facilitadores, os que confiam sem reservas e sabem que a missão do reino é mesa e responsabilidade partilhadas. Bem aventurados os que se apagam e se tornam despercebidos para que outros brilhem quando esse é o bem maior.

Querido Frei Pedro,

Não esquecerei como fez da sua a minha casa, no dia da minha Missa Nova, e aceitou estar como um mais, como um convidado.

Não me esqueço do espaço dado em alguns momentos para que pudesse levar “aos seus” um pouco do carisma que me guia. Sem reservas, em escondimento e alegria sincera.

A Igreja da terra perde um homem bom que estará no céu a fazer-nos bem, sorrindo e sem barulho.

Aleluia.

José Mª Brito, SJ


Fratelli Tutti – Encíclica

CARTA ENCÍCLICA
FRATELLI TUTTI
DO SANTO PADRE
FRANCISCO
SOBRE A FRATERNIDADE
E A AMIZADE SOCIAL

Oração em Família Dominicana – 7 de Outubro

A 7 de Outubro de 2020, na festa do Santo Rosário, a Família Dominicana é chamada a rezar os Mistérios Gloriosos do Rosário às 20 horas, hora local. Se possível, partilharem a transmissão em directo online.

«Nós oferecemos a Deus estes dias de penitência e oração por estas intenções: em sufrágio por aqueles que morreram durante a pandemia; pelas intenções dos seus familiares enlutados; por aqueles que continuam a sofrer as consequências da pandemia e por aqueles que se dedicam a alivar o seu sofrimento

fr. Gerard Timoner, op
Mestre da Ordem


Fr. Mateus Peres, OP

Luisa CABRAL, Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Europa-América
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PERES, Frei MATEUS Nuno CARDOSO [N. Lisboa, 1933 — 2020 ]
Foi membro activo de um grupo de grande relevo na renovação do catolicismo português. Figura internacional da Ordem dos Pregadores (Dominicanos), é um dos teólogos de contribuição mais original na renovação da teologia moral na Igreja portuguesa no pós-Concílio Vaticano II. Licenciou-se em Direito em 1956, ano em que ingressou na
Ordem. Como dominicano, estudou em Fátima e em Otava (Canadá). Foi ordenado presbítero em 1962.

Pertenceu, com efeito, a uma geração de católicos que, marcada por preocupações políticas e sociais, constituiu uma referência obrigatória na década de cinquenta-sessenta em Portugal. João Bénard da Costa retrata-a do seguinte modo: «Na JUC, entre os `contestatários havia dois ramos distintos: o dos ‘sociólogos’ (mais bem ‘comportados’ e menos ‘intelectuais’) e o dos ‘vanguardistas’, quer em posições políticas, quer no interior da Acção Católica, quer numa predominante atenção aos fenómenos estéticos mais inconformistas. Esses eram (éramos) […] o Nuno Peres (já então Frei Mateus Cardoso Peres OP), o Nuno Portas, o Nuno Bragança, o Luís Sousa Costa, o Pedro Tamen, o Alberto Vaz da Silva, o M. S. Lourenço, o Cristóvão Pavia, o José Escada, o Manuel de Lucena, o José Domingos Morais, o Duarte Nuno Simões — o Mário Murteira e o Carlos Portas eram a charneira entre os dois grupos» (João B. da Costa, «Meus tempos, meus modos» in Diário de Notícias, «Revista de Livros», 9/11/83,1).

Com alguns entusiastas desse grupo, Frei Mateus C. Peres participou na criação do CCC (Centro Cultural de Cinema – Cineclube de Universitários para uma Cultura Cinematográfica Cristã), que teve o seu início em Novembro de 1956.
Colaborou em O Tempo e o Modo: Revista de Pensamento e Acção — importante espaço de diálogo e confronto de diferentes sensibilidades culturais, políticas e religiosas—, tratando do significado histórico e impacto do Concílio Vaticano II (1963-1965) no «agiornamento» interno da Igreja e na sua relação com o mundo contemporâneo. A problematização teológica introduzida em Portugal por Frei Mateus nos seus estudos — «A Igreja entre Duas Guerras (TM, 16-17, 1964), “Tradição e Progresso” (TM, 18, 1964), “A 4a Sessão: O Concílio e a Igreja”»(TM, 32, 1965) — é hoje considerada pelos analistas dessa época como um contributo único para a compreensão da novidade doutrinal e pastoral do Vaticano II (cfr. tese de licenciatura em Teologia de Nuno E. Ferreira in Lusitânia Sacra, 2.a série, 6, 1994, pp.129/294). O recurso ao pseudónimo Manuel Frade, com que assinou o último destes artigos, revela as dificuldades e limitações que existiam na Igreja portuguesa, então à margem desse acontecimento mundial.

Fez parte da primeira direcção internacional da famosa revista teológica Concilium, editada em português pela Livraria Morais Editora (1965), devido ao empenhamento de A. Alçada Baptista. Era esta a forma de Portugal e o Brasil terem acesso à grande renovação teológica pós-conciliar.

Pertenceu ainda à equipa que, no âmbito das actividades dessa revista, lançou entre nós os «Colóquios para Assinantes», destinados sobretudo a equacionar as questões da Igreja portuguesa à luz de um Concílio por ela praticamente ignorado.
Frei Mateus C. Peres tem dedicado a sua vida à renovação da teologia moral na investigação e no ensino. A partir de 1963, no «Studium Sedes Sapientiae» dos dominicanos, em Fátima; de 1967 a 1972, em Otava; depois no Porto, no ISET, ICHT, finalmente, na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, na sua sede do
Porto e, mais tarde, em Lisboa.

Ocupou vários cargos de relevo na sua Ordem: provincial dos Dominicanos Portugueses de 1977 a 1985, assistente para a Vida Intelectual em toda a Ordem de 1989 a 1993 e provincial, de novo, de 1993 a 1997.

É autor de alguma colaboração em obras colectivas e de inúmeros estudos na área da teologia moral, em revistas como Humanística e Teologia, Communio (v. portuguesa), Cadernos ISTA e outras. Muito apreciado como professor e conferencista, investigou as razões históricas e teóricas que contribuíram para a «má reputação da moral» (sic). Ao
fazer da ética uma construção do sujeito — em «uma visão teológica que faça justiça ao sujeito» —, deu um contributo decisivo para a superação de dois persistentes dilemas da teologia e filosofia moral, subjectivismo/objectivismo e autonomia/teonomia. Esta proposta encontra-se na sua obra fundamental, apresentada como tese de doutoramento em 1987, O Sujeito Moral: Ensaio de Síntese Tomista,1992.


APROVADA REVISÃO DO DIRECTÓRIO DAS FRATERNIDADES

«(…) Aprovo o Directório das Fraternidades Leigas de São Domingos da Província de Portugal, que recebi e li atentamente.

Este novo Directório é um sinal da missão, comunhão e participação dos leigos na Ordem  e na Igreja, grande responsabilidade que partilhamos como Família Dominicana diante dos novos desafios e da renovação da pregação do Evangelho.

Quero expressar o meu agradecimento a quem elaborou este Directório com o apoio dos irmãos e irmãs que, fieis ao carisma e espiritualidade da Ordem, continuam a viver o Karigma como centro da nossa fé cristã, dando sentido â nossa vida de oração, estudo e pregação, a partir da fraternidade e amizade com Deus(…)

Fr. Gerard Timoner, OP, Mestre da Ordem.

«(…) é com muita alegria que se promulgam esta Regra e Directório das mesmas Fraternidades, devidamente actualizados, revistos e aprovados pelo Mestre da Ordem. Certamente que ajudarão e alimentarão todas as comunidades laicais na sua vida e missão.»

Fr. José Nunes, OP, Prior Provincial.

Culminou com a aprovação do Mestre da Ordem e a promulgação pelo Prior Provincial, o processo de revisão dos Estatutos e Directório das fraternidades portuguesas. Tendo passado 30 anos desde a aprovação da Regra de Vida das fraternidades e mediante um processo de reflexão a partir das realidades existentes e vivências nas diferentes zonas do mundo, a Assembleia Internacional das Fraternidades realizadas em Fátima/2018, aprovou algumas resoluções e recomendações que vieram a resultar na alteração da Regra de vida dos leigos dominicanos, aprovada pela Congregação para os Institutos de Vida consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e a revisão e emissão por parte do Mestre da Ordem de novas Declarações Gerais em 2019. Tal processo teria naturalmente de levar a uma revisão do Directório/Estatutos da nossa Província de forma a o adaptar a essas novas disposições, o que agora foi feito, aprovado e promulgado.

Na verdade, ser um leigo dominicano, membro das Fraternidades Leigas de São Domingos é «prometer querer viver segundo a Regra dos Leigos de São Domingos» (cfr, Regra nº14), sendo que o seu modo de vida e das fraternidades se regem pelo «estatutos próprios que são a Regra, as Declarações Gerais do Mestre da Ordem ou do Capitulo Geral e os directórios particulares» de cada província (Cf. Regra nº24), que «devem ser aceites como um todo normativo e vividos desde o momento da admissão nas Fraternidades». (Cf. nº2 Directório).

O novo texto, que agora entra em vigor, será em breve disponibilizado e publicado pelo Conselho Provincial Leigo de forma a todos os leigos dominicanos membros das Fraternidades portuguesas terem acesso ao mesmo, e que deverá ser estudado e aplicado em toda e cada uma das Fraternidades.

Gabriel Silva, op


Rosário 29 de Abril

ENCONTRO MUNDIAL DO

ROSÁRIO

PARA A FAMÍLIA DOMINICANA

29 DE ABRIL, 21.00 HORAS – 5 MISTÉRIOS GLORIOSOS

 «Exorto a toda a Família Dominicana – frades, monjas, irmãs, leigos, institutos seculares, fraternidades sacerdotais e jovens de todo o mundo a rezar juntos o Rosário segundo este programa elaborado por fr. Lawrence Lew O.P. o nosso Promotor Geral do Rosário».

Fr. Gerard Timoner OP, Mestre da Ordem.

 

No dia 29 de Abril, reunamo-nos nas nossas comunidades ou na nossas casa  para rezar os cinco Mistérios Gloriosos do Santo Rosário, às 9 da noite da noite, hora local. Se possível partilhem por video na internet.

Assim, em todo o mundo, na festa de Santa Catarina, todos os dominicanos e os seus amigos se unirão para rezar o Rosário contra esta pandemia.

Rezemos pelos enfermos, pelos serviços de saúde, pelas famílias dos doentes, pelos que sofrem económica, social e psicologicamente; pela protecção e pela cura.

Depois de cada dezena, por favor, rezai a oração de Nossa Senhora em Fátima «Ó meu Jesus…»


«Estamos todos no mesmo barco»

MOMENTO EXTRAORDINÁRIO DE ORAÇÃO EM TEMPO DE EPIDEMIA

PRESIDIDO PELO PAPA FRANCISCO

Adro da Basílica de São Pedro Sexta-feira, 27 de março de 2022

«Ao entardecer…» (Mc 4, 35): assim começa o Evangelho, que ouvimos. Desde há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados «vamos perecer» (cf. 4, 38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos. Continue a ler