Oração para o Mês Missionário Extraordinário – Outubro/2019

 

 

 

 

ORAÇÃO PARA O MÊS MISSIONÁRIO EXTRAORDINÁRIO
OUTUBRO 2019

Pai Nosso
o teu filho unigénito Jesus Cristo
ressuscitado de entre os mortos
confiou aos seus discípulos:
«ide e fazei discípulos todos os povos.»
Recorda-nos que através do baptismo
nos tornamos participantes da missão da Igreja.

Pelos dons do Espírito Santo, concedei-nos a Graça
de ser testemunhas do Evangelho,
corajosos e vigilantes,
para que a missão confiada à Igreja,
ainda longe de estar realizada,
possa encontrar novas e eficazes expressões
que levem vida e luz ao mundo.

Ajudai-nos, Pai Santo, a fazer que todos os povos
possam encontrar-se com o amor
e a misericórdia de Jesus Cristo,
Ele que é Deus convosco, e vive e reina
na unidade do Espírito Santo,
agora e para sempre.
Ámen.


Fr. Gerard Timoner, eleito Mestre Geral da Ordem

Os participantes no 290º Capítulo Geral electivo da Ordem, que está ma celebrar-se entre 7 de Julho e 4 de Agosto, em Biên Hoà (Vietnam), elegeram o 88º Mestre Geral dos Dominicanos, sucessor de São Domingos, na pessoa do filipino Fr. Gerard Francisco Timoner, OP. É o primeiro frade asiático a ocupar o lugar.

Fr. Gerard de 51 anos de idade, foi até agora Sócio do Mestre para a região da Ásia-Pacífico da Ordem dos Pregadores. Em 2014, foi nomeado pelo Papa Francisco para a Comissão Teológica Internacional do Vaticano, criada em 1969 pelo Papa Paulo VI para examinar questões e assuntos doutrinais, em particular relativos à Congregação para a Doutrina da Fé. Fr. Gerard Timoner nasceu a 26 de Janeiro de 1968 e é originário da cidade de Daet, nas Camarines Norte, Filipinas. Entrou para a Ordem Dominicana em 1985 tendo feito os seus votos definitivos em 1989. Foi ordenado sacerdote em 1995, obteve a sua licenciatura em Filosofia no Centro Filipino Dominicano de Estudos Internacionais em 1991 e a licenciatura em Teologia pela Universidade de São Tomás de Manila em 1994. Doutorou-se em Teologia na Universidade Católica de Niimegen na Holanda em 2004. Foi Reitor da Universidade S. Tomás de Manila e Prior Provincial das Filipinas.


Oração pelo Capítulo Geral de 2019

O Capítulo Geral dos frades da Ordem dos Pregadores terá início a 9 de Julho e terminará a 4 de Agosto. Vai decorrer em Biên Hòa, Vietname. É a primeira vez na história da Ordem que um Capítulo Geral se realiza num país não-cristão. Trata-se de um Capítulo electivo, sendo no dia 13 de Julho eleito o novo Mestre Geral para um mandato de 9 anos.

Para o bom sucesso do Capítulo Geral, a Ordem sugere a seguinte oração para ser feita durante todos os dias do Capítulo Geral, ou integrada nalgum ofício da liturgia das horas (laudes, hora intermédia, vésperas, etc, etc) ou antes de alguma refeição/à mesa, ou de forma autónoma.

ORAÇÃO PELO CAPÍTULO GERAL

Por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Padroeira da Ordem, Cristo Senhor tenha piedade de nós e conceda aos nossos irmãos capitulares a graça de servir a Ordem, Ele que na sua bondade amou a todos os homens.
V/ Bendigamos ao Senhor.
R/ Demos graças a Deus.


Carta à Família Dominicana antes das eleições europeias de Maio de 2019

Carta à Família Dominicana antes das eleições europeias de Maio de 2019

Numa recente reunião de frades Promotores de Justiça, Paz e Integridade da Criação, reflectimos sobre a importancia das próximas eleições ao Parlamento Europeu, tal como fizeram outras Comisssões de Justiça e Paz na Europa. Ao mesmo tempo, decidimos partilhar a nossa preocupação com todos os Promotores de JPIC da nossa região. Para tal, redigimos um texto que lhes foi enviado para receber as suas opiniões. O resultado final é esta carta que apresenta o que a maioria dos Promotores consideramos os desafíos mais importantes para a Europa.

As actuais circunstâncias recordam-nos a responsabilidade da Família Dominicana na hora de propor uma leitura dos sinais dos tempos que contribuam para o bem comum. Queremos sugerir alguns temas fundamentais, que sirvam como ponto de partida para a reflexão nas nossas comunidades e nos nossos apostolados. Apresentamos de forma breve seguindo a metodología de «ver, julgar, agir», e apresentamos no final uma referência a alguns testemunhos da Família Dominicana.

 

Migação, xenofobia e racismo

A migração é um fenómeno complexo do nosso tempo. Em primeiro lugar, convida-nos a tomar consciencia das suas causas:  a injustiça, a violencia e a exploração económica nos países de origem. A migração voluntária, segura, regular e bem geridas contribuiu para o desenvolvimento e o enriquecimento cultural.a abertura ao encontro. Ser fiel ao Evangelho requer uma mudança de mentalidde e estilo de vida e a recusa da xenofobia, da hostilidade e esas formas de racismo que consideram os migrantes como o elemento expiatório dos problemas das nossas sociedades europeias.

O testemunho de Dominique Pire nos sirva de inspiração neste campo.

 

Desigualdades sociais e económicas e justa distribuição dos bens.

Nas nossas sociedades europeias vemos uma crescente desigualdade, exclusão social e económica. O predomínio do capitalismo financeiro neoliberal, baseado na idolotria do dinheiro (cf. Evangelii Gaudium 55), promove uma cultura de desperdicio e gera condições laborais e de vida precárias. Neste contexto, especialmente as mulheres são vítimas de exploração, discriminação e violencia.

Tal situação convida-nos a retormar a pregação dos profetas contidas no Ensino Social da Igreja sobre as relações justas e trabalho decente para cada pessoa.

É um convite a mostrar solidariedade com aqueles que sofrem, a propor modelos económicos e laborais alternativos que protejam os direitos sociais e a promover leis que reconheçam tais direitos.

O testemunho de Giorgio La Pira inspira-nos nesta tarefa.

 

Políticas familiares e protecção da vida

Vemos que as políticas familiares são geralmente inadequadas quando se trata de promover taxas de natalidade mais altas, a educação dos filhos, o cuidado dos doentes e dos mais velhos e o apoio à conciliação da vida de trabalho e familiar.

Esta situação recorda-nos que Jesus não via cada pessoa como um «objecto», mas como um «sujeito». Jesus viveu acolhendo a todos e entregando a sua vida para a nossa salvação.

O seu acolhimento e entrega convida-nos a desenvolver políticas que promovam o cuidado, o dom de si mesmo, a solidariedade e a promoção da vida humana em todas as suas fases.

O testemunho de muitas irmãs dominicanas em todo o mundo comprometidas com o cuidado dos mais débeis inspira toda a a Família Dominicana.

 

A crise da democracia e os populismos

Observamos uma crise geral da democracia constitucional. Os populismos promovem formas de nacionalismo excluente e, por vezes, manipulam a fé cristã ou os direitos humanos, ao mesmo tempo que propõem soluções simplistas a problemas complexos.

Esta situação leva-nos a colocar em prática o chamamento de Jesus à fraternidade universal. Também nos convida a abordar os conflitos com verdade, buscando formas de reconciliação, a viver a misericórdia e a descobrir a nossa identidade não em oposição a outras.

O testemunho do Beato Pierre Claverie inspira-nos neste compromisso

 

Crise ecológica

Estamos conscientes de que estamos a viver uma crise ecológica que ameaça o futuro do nosso planeta e as gerações futuras. A contaminação ambiental, as alterações climáticas e a exploração excessiva dos recursos naturais tem um profundo impacto na saúde das populações e na integridade da Criação.

Esta situação convida-nos a acolher a mensagem da Bíblia sobre a Criação e a conhecer melhor o convite à acção que encontramos na encíclica Laudato si. De um modo particular, a chamada à conversão ecológica e a protecção da nossa Casa comum.

Também nos convida a repensar os nossos estilos de consumo e a tomar medidas concretas para alcançar os objectivos da Agenda 2030 da ONU (17 Objectivos de desenvolvimento sustentável).

O testemunho da Delegação da Família Dominicana na ONU em Genebra e Nova York e o trabalho dos nossos irmãos e irmãs na Amazónia e outras regiões do mundo, inspiram-nos diante destes desafíos.

 

Pensamos que a nossa reflexão deveria desenvolver estes elementos, para a renovação de «uma Europa capaz de dar luz a um novo humanismo baseado em três capacidades:  a capacidade de integração, a capacidade de diálogo e a capacidade de criar» (Papa Francisco, discurso pronunciado na Conferencia do prémio Carlomagno, 6 de Maio de 2016)..

 

Fr. Xabier Gómez op, Promotor Regional de JPIC-Europa

Fr. Alessandro Cortesi op, Promotor de JPIC, Provincia Santa Catalina de Siena (Italia)

Fr. Ivan Attard op, Promotor de JPIC, Provincia de Malta

 

Madrid, 1 de Fevereiro de 2019.

 

Trad GS/04/19


Catarina de Sena – Catequese de Bento XVI

multi-color-greatbigcanvas-canvas-art-2359773-24-16x16-64_300Queridos irmãos e irmãs,

hoje, eu gostaria de falar-vos sobre uma mulher que teve um papel de destaque na história da Igreja. Trata-se de Santa Catarina de Sena. O século em que viveu – o décimo quarto – foi uma época conturbada para a vida da Igreja e da sociedade em geral na Itália e na Europa. No entanto, mesmo nos momentos de maior dificuldade, o Senhor não cessa de abençoar o seu Povo, suscitando Santos e Santas que inspiram as mentes e os corações, levando à conversão e à renovação. Catarina é uma dessas e ainda hoje fala-nos e estimula-nos a caminhar com coragem rumo à santidade, para sermos cada vez mais plenamente discípulos do Senhor.

Nascida em Sena em 1347, em uma família muito numerosa, morreu em Roma em 1380. Com a idade de 16 anos, impulsionada por uma visão de São Domingos, entrou na Ordem Terceira Dominicana, o ramo feminino dito das Mantellate. Permanecendo em família, confirmou o voto de virgindade feito privadamente quando ainda era adolescente, dedicou-se à oração, à penitência, às obras de caridade, especialmente em benefício dos doentes. Continue a ler


Oração pela Europa


29 Abril – Dia de Santa Catarina de Sena

 

Nasceu em Siena, na aldeia de Fontebranda, Siena, Itália, no ano de 1347, sendo a penúltima dos 25 filhos do tintureiro Jacob Benincasa e de Lapa Piangenti. Ainda criança, em 1354, inspirada pela graça divina, ofereceu a Deus a sua virgindade; vencidas as constantes dificuldades da oposição dos seus familiares, inicia, em 1363, uma vida austera de oração, jejum e penitência entre as Irmãs de Penitência de São Domingos.
Dedicada à contemplação da «doce primeira Verdade», preocupou­‑se em «conhecer a presença de Deus nela e dela em Deus», levou em sua própria casa uma vida austera até ao ano de 1370, altura em que, com 23 anos, numa visão do Esposo celeste, recebeu a missão de enveredar pelo caminho do apostolado.
Desde então, maravilhosamente auxiliada pelas graças do Espírito Santo e correspondendo­‑lhe com a máxima docilidade, concentrou na «cela do seu coração», com admirável actividade apostólica, a mais alta contemplação das realidades divinas. Com as suas belas cartas e o ardor da sua palavra, levou o próprio Papa Gregório XI a dirigir­‑se à Sé de Roma, em 1376, abandonando Avinhão, em França.
Também se dedicou a conduzir homens e mulheres de todas as condições, ao bom caminho da virtude ou da paz.
Inflamada pelo amor de Deus, procurou tornar­‑se semelhante a Cristo crucificado e, no dia 1 de Abril de 1375, mereceu receber os sagrados estigmas da Paixão, resplandecente de luz, não de sangue.
Como diz a bula de canonização: «a sua doutrina não foi adquirida; foi mestra antes de ser discípula». Deixou brilhantes documentos de ensino espiritual e teológico, especialmente no seu “Diálogo” (1378). Era, então, digna de ser chamada «Mãe» pela numerosa família dos seus discípulos e continua a sê­‑lo agora por toda a Família Dominicana.
Morreu aos 33 anos, em Roma, no ano de 1380, e foi sepultada na basílica de Santa Maria sopra Minerva. Foi canonizada por Pio II, a 29 de Junho de 1461 e Paulo VI declarou­‑a Doutora da Igreja, em 1970.
Elogio
Em Roma, Santa Catarina de Sena, da Ordem de Penitência de São Domingos, virgem fortíssima e piíssima que, infatigavelmente e até à morte, trabalhou pela procura da paz, reconduziu o Papa à Sé Apostólica de Roma e promoveu a unidade da Igreja. Hauriu da glória de Deus, e do Lado de Jesus crucificado um grande amor pela salvação das almas. De admirável doutrina divinamente infusa, comprovada nos documentos que escreveu: “Livro da Divina Providência”, “Orações”, e numerosas Cartas, foi proclamada padroeira principal da Itália, Doutora da Igreja, e co­‑padroeira da Europa.
Oração
Deus de misericórdia infinita, que inflamastes Santa Catarina de Sena no amor divino, chamando­‑a à contemplação da Paixão do Senhor e ao serviço da Igreja, fazei que o vosso povo, associado ao mistério de Cristo, se alegre sempre na manifestação da sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Santos e Celebrações da Ordem dos Pregadores