Tomás de Aquino

DIA 28 DE JANEIRO

São Tomás de Aquino, presbítero e doutor da Igreja

(1225-1275)

São Tomás, da família dos Condes de Aquino, nasceu no Castelo de Rocasecca, Itália, em 1225. Recebeu a primeira educação na abadia de Montecassino e depois na universidade de Nápoles. Completará os seus estudos, já na Ordem, onde entra em 1244, sob a direcção de Santo Alberto Magno, em Colónia. Aos 32 anos é já mestre na cadeira de teologia em Paris. Mais tarde ensinará em Roma e Nápoles. A sua vida de estudante e, depois, de professor distinguiu-se pela inocência da sua vida e pela exímia fidelidade às observâncias regulares. A missão própria da Ordem, isto é, o ministério da Palavra na pobreza voluntária, viveu-a ele na forma de um trabalho teológico constante: uma intensa investigação da verdade, para a contemplar e transmitir muito ardorosamente aos outros. Assim, consagrou totalmente as suas forças ao serviço da verdade, ansioso de a conseguir, abraçando-a de onde quer que ela viesse, e ardendo de desejo de comunicá-la aos outros. Dotado de humildade e de uma humaníssima convivência, foi mestre exímio da doutrina sagrada e um agradável pregador da verdade evangélica.

Deixou muitas obras, repletas de sabedoria divina e humana que demonstram com toda a beleza, a completa harmonia da revelação divina com as descobertas da razão.

Devotíssimo de Cristo Salvador, distinguiu-se na devoção à Paixão do Senhor e ao Ministério da Eucaristia – que exaltou com composições litúrgicas – bem como numa piedade filial para a Virgem Maria, Mãe de Deus. Morreu em Fossanova, a 7 de Março de 1274 quando se dirigia para o Concílio de Lião. Foi canonizado pelo Papa João XXII a 18 de Julho de 1323. São Pio V, a 11 de Abril de 1567 declarou-o o quinto Doutor da Igreja latina. Leão XIII, a 4 de Agosto de 1880 declarou-o padroeiro de todas as universidades e escolas católicas.

Por razões litúrgicas, a sua festa celebra-se actualmente no dia em que se comemora a trasladação do seu corpo para a Igreja do Convento de Toulouse, a 28 de Janeiro.

 

Oração

Senhor Nosso Deus, que na vossa providência fizestes de São Tomás de Aquino um apóstolo da vossa sabedoria e um modelo de santidade na vossa Igreja, concedei-nos pelos seus méritos e intercessão, a graça de vos procurarmos de coração sincero e verdadeiro, e a amar-Vos sobre todas as coisas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do espírito Santo.

Fonte: do Próprio da Ordem dos Pregadores

Retiro Quaresmal

Inscrições: Lurdes Santos – lurdesfonseca59@hotmail – 962380633

Equipa de pregação: Francisco Piçarra,o.p.

Irmã Graça Maria Roque (IDSCS)

Frei Miguel Patinha,o.p.


Bento Domingues distinguido com Doutoramento honoris causa

(foto de Bruno Simão)

O Frei Bento Domingues, frade dominicano, teólogo e colunista do jornal Público será doutorado honoris causa pela Universidade do Minho, no próximo dia 15 de Fevereiro, de acordo com o site 7MARGENS.

Moisés Lemos Martins, director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade do Minho (UM), que apadrinhou a proposta de doutoramento por aquele departamento, refere Bento Domingues como um «homem da Igreja e da cultura, debatendo a condição humana e os desafios que se lhe colocam».

Santa Zdislava de Lemberk

01.04 S. Zdislavæ de Moravia (de Lemberk).jpgConhecida como Zdislava de Lemberk ou  Zdislava Berkiana ou ainda Zdislava Berka (1215-1252, festa a 4 de Janeiro)

Santa Zdislava nasceu em Křižanov, numa família abastada da Morávia (actualmente na República Checa) em 1215. O seu pai era o comandante militar de uma fortaleza situada entre Viena e Praga e onde Zdislava cresceu. Durante a sua infância, a Boémia era uma zona de guerra pois que os mongóis vindo do leste europeu continuavam a tentar avançar naqueles territórios. Juntamente com a sua mãe, Zdislava atendia aos indigentes e mais pobres que diariamente se apresentavam nas portas do castelo. Zdislava foi crescendo não apenas na fé mas também na caridade para com os mais necessitados, sempre recitando alguma oração enquanto preparava remédios caseiros junto com a sua mãe.

Na idade adulta, Zdislava casou com um militar e tiveram quatro filhos: Havel, Margarita, Jaroslav e Zdislav, a quem muito se dedicava. O seu marido era o Duque Havel de Lembert, mas o seu casamento não era feliz. O Duque era boa pessoa, mas devido à sua profissão militar e à dureza da sua condição e modo de vida, era bastante rude e com mau feitio. Ele levava a sua condição aristocrática muito a sério e exigia que a sua mulher usasse vestidos sumptuosos para marcar a sua posição social e participasse nas festas cortesãs e demais superficial vida social.

Atendendo à sua disposição interior para a oração, a sua vida como esposa de um duque e como mãe era bastante difícil, mas ela foi-se disciplinando para de alguma modo espiritualizar a forma de vida que se sentia obrigada a viver.

Zdislava ansiava e sentia-se chamada a devotar-se inteiramente a Cristo. Para desgosto do seu marido, Zdislava gastava muito do seu dinheiro ajudando os mais necessitados. Ainda assim, ela convenceu o seu marido a construir alguns hospícios para apoiar os refugiados que haviam fugido às invasão dos tártaros e mongóis. A sua acção caritativa desde cedo se tornou objecto de admiração e modelo por todos os que tinham dela conhecimento nas terras vizinhas.

Dois dos primeiros frades da recente Ordem criada, os dominicanos São Jacinto e o Beato Ceslau forma enviados por São Domingos para aquela região e forma prontamente recebidos e apoiados por Zdislava que acolheu aquela nova forma de vida de pregação e pobreza como uma resposta aos seus anseios de uma vida cristã mais perfeita. ela tornou-se protetora da Ordem, tendo apoiado uma primeira instalação dos frades na vizinha paróquia de São Lourenço perto do seu castelo e onde recebia comunhão diária (uma prática muito pouco comum à época),  e mais tarde muito apoiando a criação do Convento de Jablonne e um segundo em Turnov.

Pouco tempo passado da instalação dos frades, Zdislava veio a falecer no convento de Jablone no dia 1 de Janeiro de 1252. As pessoas que a foram velar e  que se ajoelhavam ao lado da cama onde havia falecido podiam ver os monumentos da vida cristã que Santa Zdislava tivera: os seus filhos, a sua igreja e a inspiração de uma santa esposa e mãe. Zdislava terá aparecido ao marido em glória após sua morte e influenciou fortemente o desejo de conversão do seu marido. Inúmeros milagres foram atribuídos a Santa Zdislava Berkiana, tanto durante a sua vida como após sua morte.

Santa Zdislava foi beatificada pelo Papa S. Pio X a 28 de Agosto de 1907 mediante a confirmação do seu culto que se manteve durante centenas de anos;  e foi canonizada por S. João Paulo II a 21 de Maio de 1995. É a santa patrona dos casamentos difíceis e daqueles que são ridicularizados pela sua piedade.

O que aprendemos de Santa Zeislava é que um grande amor a Cristo não requer viagens para sítios longínquos ou realizar coisas extraordinárias, requer apenas servir aos necessitados com amor extraordinário – amor por Cristo manifestado no serviço aos outros. Cada um de nós pode seguir esse modelo nas nossas próprias vidas. Oremos para que Santa Zdislava, por sua intercessão, possa ajudar cada um de nós a buscar a perfeição no  nosso amor a Cristo nas nossas próprias famílias e na vida quotidiana.

Traduzido e adaptado do Próprio da Ordem por Gabriel Silva.

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393 – Laicado Dominicano – Setembro/Outubro 2018


Mês Dominicano para a Paz


15 de Novembro – Alberto Magno

Alberto nasceu em Lauingen (na Baviera) por volta de 1206. Foi a Itália para estudar, primeiro em Bolonha, depois em Veneza e finalmente em Pádua, onde conheceu o Bem-Aventurado Jordão da Saxónia e dele recebeu, em 1223, o hábito da Ordem, malgrado a oposição da sua família. Voltando à Alemanha, em 1228 ensina em Colónia. Mais tarde em Hildesheim, Friburgo, Ratisbona, Estrasburgo e Paris, em 1244, onde teve o seu discípulo mais célebre Tomás de Aquino.

Aos estudantes da Universidade de Paris, frei Alberto explicou com  espírito universal uma nova ciência: a física aristotélica, segundo a interpretação de autores judeus e árabes. Em 1248 foi regente no Studium Generale de Colónia, recentemente instituído, para onde foi também Tomás de Aquino.

Depois de haver desempenhado diversos ofícios, foi eleito provincial da Teutónia (1254-1257). Em 1256 foi a Roma para defender, juntamente com o franciscano São Boaventura, o direito das Ordens mendicantes a ensinar nas universidades, contra Guilherme de Saint-Amour e outros.

Em 1260 foi consagrado bispo de Ratisbona, porém renunciou ao cargo dois anos depois e voltou a dedicar-se ao estudo e ao ensino em várias cidades, como Wurzburgo, Estrasburgo, Lyon (onde participou no Concílio ali realizado em 1274) e provavelmente em Paris, para terminar em Colónia.

Alberto uniu admiravelmente a sabedoria dos santos com a ciência humana, brilhou em alto grau por os seus escrito e ensino, resplandeceu ainda mais pela integridade de vida e pela sua caridade pastoral. Distinguiu-se também pela sua extraordinária piedade para com o sacramento da Eucaristia e a Virgem Maria, Mãe de Deus, que, segundo a tradição, o animou e esclareceu a perseverar no propósito sagrado.

Deixou insignes obras de teologia e de outras ciências, merecendo ser chamado de «Magno» e «doutor universal». É a personificação mais perfeita – junto com Tomás de Aquino – do ideal dominicano. Ataca o erro, prevenindo-o e enfrentando-o. Busca a síntese de todos os conhecimentos, busca a verdade em todas as ciências humanas e divinas.

Faleceu em Colónia a 15 de Novembro de 1280. Já em 1459 Pio II enumerou Alberto entre os santos doutores da Igreja. Foi beatificado por Gregório XV, e, 1622, e canonizado por Pio XI em 16 de Dezembro de 1931. Pio XII, em 1941 declarou-o padroeiro dos que se dedicam ás ciências naturais.

in: Próprio dos Ofícios da Ordem dos Pregadores, 1998

Imagem: Friedrich Walther (1440-1494) Sermão de São Alberto Magno, Metropolitan Museum of Arts, Nova York, NY, EUA