Assembleia Mundial das Fraternidades – Fátima2018

Entre os dias 4 e 10 de Outubro deste ano, irá realizar-se, em Fátima, a III Assembleia Mundial  das Fraternidades Leigas de São Domingos.  O tema da Assembleia será: «O nosso futuro: Justiça, Paz e o Cuidado com a Criação».

Para o sucesso deste evento, foi elaborada uma oração que se apresenta nas 3 línguas oficiais da Ordem:

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Dominicanos – Arte e Arquitetura

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Em busca das raízes

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Mês Dominicano para a Paz – Carta do Mestre-Geral


4º Encontro Nacional de Leigos

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A CNAL – Conferência Nacional do Apostolado dos Leigos, é o organismo ligado à Conferência Episcopal portuguesa que agrega os diversos movimentos laicais portugueses. As Fraternidades Leigas de São Domingos são também membros activos de tal estrutura.
A CNAL organiza já no próximo mês, o seu 4º Encontro Nacional, que terá lugar na cidade de Viseu.

Programa Geral

Festival de Cinema
19 e 26 outubro, 21h00
2, 9 e 16 novembro , 21h00

Lançamento e Concerto
17 novembro, 21h00

4º Encontro Nacional de Leigos e Congresso
18 novembro 2017

Viseu

 


Assembleia Europeia em Fátima – Crónica dia 2

As Fraternidades Leigas de São Domingos da Europa celebraram o 800º aniversário da Ordem dos Pregadores através da realização de uma Rede de Pregadores da Esperança. Na Assembleia, em Fátima recebemos a última contribuição desta Rede por parte de Portugal, o pais anfitrião da Assembleia.

«Em 2009, devido à crise econíomica, fui despedida, após 20 anos de trabalho na mesma empresa. Eu tinha 43 anos, o meu marido estava também desempregado e tinhamos 2 filhos de 8 e 10 anos e o empréstimo da casa para pagar ao banco. a crise em Portugal foi muito forte e não havia ofertas de emprego.

Quando me informaram que me iriam despedir, eu senti o chão a fugir debaixo dos meus pés. Telefonei ao meu marido e imediatamente o chão começou a voltar. Depois telefonei a um advogado amigo que me deu alguns conselhos.

Depois comecei a procurar emprego nos jornais. Eu sentia que era demasiado velha, eu apenas tinha experiência de um um tipo de trabalho, pelo que sentia que não tinha suficiente experiência.  

Apesar desta negra situação, eu estava estranhamente muito calma. Eu nunca, mas nunca perdi a esperança. Eu não sei como. Ou afinal sei… Dez meses depois, apesar da crise continuar, comecei um novo emprego, com muito melhor situação económica, mais perto de casa e tecnicamente muito mais interessante!

Não gosto de dizer que foi um milagre, mas o facto de que eu nunca perdi a esperança, é na verdade um dom de Deus.»

Cristina Busto, Provincia de Portugal


Assembleia Europeia em Fátima – Crónica dia 2

Com os sinos a tocar na igreja, um novo dia se inícia em Fátima, Depois do pequeno-almoço e das Laudes, fomos até à sala da assembleia, o nosso épico centro durante os próximos dias. Enquanto cantávamos o Hino do Jubileu, fomos entrando na sala e no chão estava um enorme Rosário e ficamos todos em sua volta. Ao acender uma vela, Lenny Beemer, presidente do ECLDF, deu início à Assembleia. 

Cristina Busto, a presidente provincial de Portugal das Fraternidades Leigas de São Domingos, deu as boas vindas a todos em nome das Fraternidades portuguesas. Ele informou-nos sobre a história da Casa das Irmãs Dominicanas onde estamos instalados, bem como sendo um local no qual os leigos dominicanos portugueses estão habituados a sentirem-se em casa.

O primeiro palestrante foi o Fr. Bruno Cadoré, Mestre da Ordem. Na sua comunicação deu uma resposta às questões: O que significa um leigo dominicano ser pregador da Esperança? Poderemos ser precisos ao falar de leigos e pregadores? Porque falamos de leigos pregadores?  O Mestre Geral pensa que  é uma dimensão essencial ser aquilo que se prega. Os leigos dominicanoss estão na Igreja, a Igreja, com a graça de Deus, é construída através da pregação e tem-se notado uma mudança sobre a forma como se encara a evangelização. Ser leigo dominicano não é defenido pelo estatuto canónico, mas pela identidade do que a Ordem é, porque todos os leigos são chamados a serem actores na evangelização. Nós fazêmo-lo através da nossa pertença a uma fraternidade;  a fraternidade, a comunidade, é a nossa forma de pregar. Quando São Domingos criou a Ordem, ele tinha o seu olhar em Jesus a pregar, a proclamar o Reino de Deus e pensou de que forma tal poderia ajudar a Igreja.

O Mestre espera que os Leigos Dominicanos possam igualmente contribuir para a Igreja do mesmo modo: através de que modo poderá através deles a Igreja pregar, e como o fazer sendo comunidade. «Assim, não é muito importante organziar a agenda ou o esquema das missas, mas como vivemos nós e como poderemos pregar através da comundiade. Ser irmão ou irmã é algo que está ao alcançce de qualquer ser humano. Se dizemos que somos uma Ordem de Graça e Salvação, então estamos a a afirmar algo sobre esta possibilidade:  nós tentamos viver como irmãos e irmãs. Não afirmamos que somos comunidades perfeitas, mas através das nossas comunidades podemos falar a um e a outro sobre ser uma comunidade. E o nosso dever como pregadores é chamar a comunidade humana ao seu objectivo: a graça de Deus actua no mundo e trabalha no coração de cada indivíduo e nas comunidades», afirmou Fr. Bruno.

Na história, a europa foi dominante e poderosa e impôs a sua vontade aos outros. A Europa não está mais nessa posição nos dias de hoje. Mas a boa notícia é que tal humildade é a sua força:  a Europa é chamada a tentar a ser uma e manter a diversidade. O Mestre afirmou que temos uma herança comum, que nos mostra que juntos podemos ser um só: ‘Nós queremos ser um, uma comunidade, com e no meio da diversidade e podemos fazê-lo com humildade. A luta para se ser uma comunidade, obriga a cada um e a cada uma à conversão diária. Comunidade não é o que seremos no futuro, mas sim o que receberemos, porque está presente desde o início. Como europeus e como Leigos Dominicanos, como pregadores da Graça, temos de lembrar aos outros o que podem fazer enquanto pessoas e o que podem receber através da diversidade. Esse é um importante desafio: embora compreendamos a nossa história, temos de proclamar algo específico ao mundo e tal é a interacção da comunidade e a diversidade;  uma interacção que leva à paz.

Depois destas palavras, os delegados tiveram a oportunidade de partilhar e colocar questões e preocupações ao Mestre Geral.

Antes do almoço celebramos a eucaristia na Capela das irmãs tendo como celebrnte o Mestre geral. Foi uma ocasião especial, pois o Sérgio Branco, leigo domincano da Fraternidade do Porto realizou a sua promessa definitiva perante o Mestre e a presidente da Fraternidade.

Da parte de tarde cada Província e Vicariato apresentaram resumidamente a sua situação e actividades, partilhando as suas esperanças e alguns projectos. Foi inspirador escutar tais realidades.

E por ultimo, o Conselho apresentou o seu relatório de actividades e financeiro (2014-2o17). a Assembleia agradeceu ao Conselho pela sua actividade e pelos estimulantes contactos realzaidos com as diversas províncias e fraterndiades na europa.

O primeiro dia, muito intenso, terminou com a oração do Terço e vésperas. Depois de jantar fizeram-se alguns ensaios liturgicos para as celebrações de amanhã, e alguns foram até ao Santuário ou ficaram informalmente na conversa e convívio no bar do hotel. Foi um bom e fraternal dia!

(texto de Karin Bronhijm, tradução de Gabriel Silva)