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Abertura do Jubileu em Bolonha

Palavras de Frei Gerard Timoner OP, Mestre da Ordem em Bolonha, 06/ 01/ 2021

Acabamos de celebrar a Eucaristia, o sacramento de ação de graças a Deus pela graça da sua Epifania, a sua revelação como “Lumen Gentium”: Luz das nações. De maneira especial agradecemos a Deus por ter doado a nós São Domingos, o fundador e primeiro frade da Ordem dos Pregadores, que nós chamamos com devoção “Lumen Eclesiae”: luz da Igreja. Celebramos com simplicidade, nesta Epifania, a manifestação do amor e da solicitude do Senhor para com São Domingos e para com a Família Dominicana, há mais de oitocentos anos.

O primeiro elemento que Deus criou foi a luz e é maravilhoso o fato de como o movimento de muitas criaturas está influenciado pela luz. Os cientistas chamam este movimento de “fototaxia”, quer dizer: o movimento que se orienta na direção de uma fonte de luz. A fototaxia é positiva quando um organismo, vegetal ou animal, se orienta na direção da luz. Temos fototaxia negativa quando se afasta da luz.

São Domingos é “lumen Eclesiae” porque toda a sua vida se orientou na direção de Cristo, “Lumen Gentium”. Como luz, São Domingos pode ser comparado com a lua, mais do que com o sol. Jesus é a única Luz verdadeira do mundo e como todos nós, batizados em Cristo, São Domingos simplesmente reflete a luz de Cristo. Este é o que os Padres da Igreja chamam de “ministério lunar”, que consiste em refletir a Luz de Cristo, assim como a lua reflete a luz do sol.

Sabemos que a intensidade de luminosidade da luz da lua depende da sua posição com relação ao sol. A intensidade da luz que temos depende, sobretudo, do nosso relacionamento com Cristo. São Domingos é “lumen Eclesiae” porque toda a sua vida está orientada e exposta a Cristo. Nada tem nele que bloqueie a luz que vêm de Cristo, e por causa disso, Domingos reflete esta luz de maneira mais completa e luminosa.

Hoje celebramos a abertura do Jubileu do nascimento para a vida eterna de São Domingos, “lumen Eclesiae”. Em nome da Ordem Dominicana, agradeço sua eminência o cardeal Matteo Zuppi, por ter presidido a celebração desta Eucaristia. Agradeço também pelo apoio constante e total que vem dando para a celebração deste Jubileu e pela sua amizade e proximidade com os dominicanos.

Agradeço também as autoridades civis e religiosas e todas as pessoas que colaboraram para preparar e animar esta Liturgia. Agradeço a Frei Fausto Arici, Prior Provincial da Província São Domingos na Itália, Frei David Pedone, Prior deste Convento, no qual descansam os restos mortais de São Domingos e a todos os frades que organizaram esta celebração. Agradeço a Frei Philip Wagner, Presidente do Comitê para o Jubileu, por ter organizado a celebração jubilar nestes tempos incomuns. Agradeço a Frei Bruno Cadoré, que encaminhou esta preparação junto com Frei Gianni Festa, Postulador Geral da Ordem.

Obrigado a todos vocês queridos irmãos e irmãs. Meus votos de uma boa celebração do Ano Jubilar!

Frei Gerard Timoner OP

(via Justiça e Paz OP-Brasil)


Mensagem de Natal do Mestre da Ordem

4º Domingo do Advento

Roma, 20 de Dezembro de 2020

Prot. 50/20/614 Cartas à Ordem

 

 

Caros irmãos e irmãs,

O Natal, seja numa época de pandemia ou de prosperidade, é uma celebração da proximidade impenetrável de Deus que habita com e entre nós; uma acção de graças ao nosso Deus generoso que se dá a si próprio como presente.

Este ano do Senhor 2020 é verdadeiramente inesperado, sem precedentes, inesquecível. A maioria de nós celebrou o Tríduo da Páscoa, confinado dentro de portas trancadas; os nossos corações cheios de ansiedade sobre um futuro incerto. Mas depois, virámos os nossos pensamentos e pusemos os olhos da nossa fé para o nosso Senhor Ressuscitado que entra por portas trancadas, cumprimenta-nos com a sua paz e desafia-nos a não ter medo. Continue a ler


Oração em Família Dominicana – 7 de Outubro

A 7 de Outubro de 2020, na festa do Santo Rosário, a Família Dominicana é chamada a rezar os Mistérios Gloriosos do Rosário às 20 horas, hora local. Se possível, partilharem a transmissão em directo online.

«Nós oferecemos a Deus estes dias de penitência e oração por estas intenções: em sufrágio por aqueles que morreram durante a pandemia; pelas intenções dos seus familiares enlutados; por aqueles que continuam a sofrer as consequências da pandemia e por aqueles que se dedicam a alivar o seu sofrimento

fr. Gerard Timoner, op
Mestre da Ordem


Carta na Solenidade de São Domingos

 

Caros irmãos e irmãs,


O Spem Miram! Ó Esperança Maravilhosa! Este é o nosso hino a São Domingos, o pai e primeiro irmão da nossa Ordem.
As imagens habituais que evocam esperança são um bebé recém-nascido, um amanhecer brilhante, flores e frutos da primavera, representações de um nova vida e de novos começos. Nesta época de uma pandemia global, talvez a imagem que certamente significaria esperança fosse uma vacina para a COVID 19! Assim, pode parecer estranho a outros que o nosso canto de esperança comemore o momento em que Domingos passou deste mundo, um tempo em que os irmãos têm lágrimas nos olhos em vez de um sorriso nos seus lábios –O spem miram quam dedisti mortis hora te flentibus. Domingos despertou a esperança nos seus corações porque prometeu continuar a ser útil aos irmãos e irmãs, prometeu interceder por nós, e, portanto, permanecer connosco pelas suas orações. Mas este é apenas um dos lados da história. A presença dos irmãos orantes na hora da sua morte deve também ter dado esperança a Domingos. Naquele último momento de finitude humana, Domingos não estava sozinho. A presença dos irmãos e a presença prometida de Domingos para além da morte deu a cada um deles esperança e consolo.
A palavra latina con-solatio, ‘consolação’… sugere estar com o outro na sua solidão, de modo que deixa de ser solidão” (Spe Salvi, 38).

A quarentena e os confinamentos que vivemos ou continuamos a experimentar em diferentes momentos e de modos diversos levam-nos, ameaçam-nos levar ao desespero e ao isolamento. Parecem contradizer os nossos
instintos pastorais para estar com o povo. Mas observámos estes medidas por razões científicas e éticas sólidas. No entanto, mesmo com estas restrições, fico feliz por ouvir falar das formas criativas pelas quais nós tentamos “estar juntos” e estar “com o nosso povo“. Certamente, não há substituto para a presença pessoal, mas encontrámos outros meios para nos fazermos presentes junto dos outros. Nós, na Cúria geral, tivemos a oportunidade de nos reunir com os provinciais de todas as regiões, regentes de estudos, e alguns comissões sem o incómodo de passar pela segurança do aeroporto!
Os nossos professores e estudantes completaram o ano académico através de meios virtuais. Para muitas das nossas instituições de ensino, o próximo semestre verá a implementação de um sistema de aprendizagem misto, ou seja, uma combinação de presença pessoal e virtual em aulas. Eu vi uma fotografia de frades de um universidade que estavam a tentar o seu melhor a serem proficientes com o Sistema de Gestão de Aprendizagem. Os esforços heróicos destes professores (alguns dos quais já não são jovens) para se tornarem “migrantes digitais” competentes em nome dos seus estudantes são um sinal de esperança!

Há frades que enfrentaram o perigo de contaminação no ministério dos doentes, observando as necessárias precauções a fim de prevenir a transmissão do vírus dentro das suas comunidades. Os nossos irmãos em Santa Maria Maggiore, aqui em Roma, continuaram, como um colégio de confessores, a celebrar o sacramento
de reconciliação, mesmo durante a primeira fase de encerramento. A Fr. Chris Gault, que era médico antes de se juntar à Ordem, foi dada permissão pelo seu superior para voltar temporariamente para a prática médica para dar uma mãozinha ao cansaço dos médicos que tratam doentes da covid-19. Aí são irmãos e irmãs que ofereceram palavras de encorajamento e esperança através de aconselhamento telefónico. Eu estava numa conversa telefónica com fr. Bruno Cadoré no seu aniversário a 14 de Abril passado, quando ele disse-me gentilmente que tínhamos de acabar com a nossa conversa porque, como voluntário conselheiro, ele receberia em breve chamadas redireccionados por uma linha directa de aconselhamento em França. A maioria dos irmãos e irmãs pregou e rezou com o povo através de várias iniciativas digitais.
De facto, os momentos de crise podem tornar-se ocasiões de graça e momentos de a criatividade. Foi durante o tempo da peste italiana (1629-1631) que o frade Timotheus Ricci (†1643) estabeleceu o Bussola del ora perpetua del Rosario no convento dominicano em Bolonha, no ano de 1629. A devoção ao rosário perpétuo nasceu no meio da pestilência. Estou grato a todos vós que se juntaram a nós no Terço da Família Dominicana no passado 29 de Abril de 2020 organizado por fr. Lawrence Lew, Promotor Geral do Rosário.

Os nossos irmãos de todo o mundo publicaram reflexões teológicas e bíblicas sobre as diferentes facetas da pandemia, guias litúrgicos para a celebração do Tríduo Pascal em casa, orientações para uma celebração segura e digna dos sacramentos, etc. Recordamos o que fr. Timothy Radcliffe escreveu em The Wellspring of Hope: “Estudar é em si mesmo um acto de esperança, uma vez que expressa a nossa confiança de que existe um sentido para as nossas vidas e para o sofrimento do nosso povo. E este significado chega-nos como um presente, uma Palavra de Esperança promissora de vida“. A missão intelectual da ordem e a sua missão de pregar Veritas é um antídoto importante para outra pandemia perniciosa, as notícias falsas e meias verdades que são, de facto, meias mentiras.

Vós, queridos irmãos e irmãs, sois um sinal de esperança para a Igreja e para a família humana enquanto se esforçam por alimentar os “famintos” intensificados pela pandemia: fome da Eucaristia (e sacramentos), fome de solidariedade e compaixão, fome de comida e bebida. Aí são membros da Família Dominicana que angariaram fundos para as necessidades dos doentes e aqueles que tomar conta dos doentes. Os nossos irmãos e irmãs em muitos países estão a lutar para aliviar a sofrimento causado pela pandemia e, como no Brasil, para discernir os males sociais que exacerbam a propagação do contágio.

Perdemos irmãos e irmãs nesta pandemia. Em tempos “normais“, reunimo-nos em torno da cama de um membro moribundo. Um jovem frade partilhou que estava triste e chocado por eles não terem a possibilidade de dizer adeus a um irmão que estava prestes a morrer no hospital. Os nossos corações estão dilacerados porque embora pudéssemos estar presentes aos moribundos e aos seus familiares; agora, não somos capazes de fazer o mesmo para um irmão e uma irmã devido a restrições médicas. No entanto, continuamos esperançosos. A esperança é fundamentada na certeza de que Deus nunca nos abandonará. A esperança é a garantia de que Deus permanece nos “mistérios da alegria, da tristeza, da glória e da luz” das nossas vidas. Um padre contou aos membros enlutados da família de um adolescente que foi assassinado: “Se queres saber onde está Deus quando tais coisas trágicas nos acontece, só posso dizer que Ele está lá a chorar, a sofrer, e a morrer convosco“. O Papa Francisco recorda-nos: “A esperança não expira, porque se baseia na fidelidade de Deus”. A esperança é Cristo em nós (Col. 1, 27).

O Spem Miram! Domingos prometeu corajosamente ser-nos útil porque tinha uma grande esperança de que
ele estará mais próximo de Cristo, na comunhão dos abençoados. Celebraremos no próximo ano o 800º aniversário dessa promessa. As dificuldades que enfrentamos actualmente levam-nos a rever o plano que foi enviado em Janeiro de 2020. Esperamos comunicar a versão revista mais tarde.

 

 


Carta do Mestre Geral sobre Jubileu 2021

Jubilee2021Logo

Carta Mestre Jubileu 2021(pdf)

À Família Dominicana sobre a preparação do jubileu de 2021

Queridos irmãos e irmãs da Família Dominicana,

Ao começar o ano do Senhor de 2020, tenhamos presente a próxima celebração do Oitavo centenário do Dies Natalis de nosso pai são Domingos. Fr. Bruno Cadoré já havia anunciado na sua carta de 6 de Agosto de 2018 que «celebraremos o aniversário da sua morte ao longo do ano que abarcará de 6 de Janeiro de 2021 a 6 de Janeiro de 2022».

O tema da celebração do jubileu é  «À mesa com são Domingos». Este tema inspira-se na tábua da Mascarella, tábua sobre a qual se pintou o primeiro retrato de são Domingos pouco depois da sua canonização. Portanto, celebraremos a são Domingos não como um santo que se encontra apenas num pedestal, mas sim como um santo que desfruta da comunhão de mesa com os irmãos, reunidos pela mesma vocação de pregar a palavra de Deus e partilhar o dom de Deus da comida e da bebida.

A nossa celebração jubilar convida-nos a reflectir sobre estas questões: O que significa para nós estar à mesa com são Domingos aqui e agora (hic et nunc)? De que maneira a sua vida e o seu trabalho nos inspiram e anima a partilhar a nossa vida, a nossa fé, esperança e amor, os nossos bens espirituais e materiais, para que outros também se alimentem dessa mesma mesa? Como é que esta mesa se converte em mesa para partilhar a Palavra e o Pão da Vida? Espero partilhar com vocês os meus pensamentos sobre estas perguntas numa outra carta.

Por agora desejo apresentar-vos as principais actividades preparadas pelo Comité para o Jubileu que terá lugar em Bolonha, na Igreja Patriarcal de são Domingos. A pregação itinerante de São Domingos culminou em Bolonha onde se conservam e veneram os seus restos mortais: o centro das celebrações será portanto nesta cidade. Mas permito-me pedir aos Priores Provinciais e vice-Provinciais que promovam a participação nestas celebrações. Também lhes peço que organizem celebrações similares nas suas respectivas províncias e vice-provinciais, já que o espírito e o carisma de Domingos está presente onde quer que os seus filhos e filhas estejam a pregar. Continue a ler


PRECES PELA ORDEM

PROVÍNCIA PORTUGUESA DA ORDEM DOS PREGADORES


22 de Dezembro de 2019.

Queridos irmãos e irmãs,

Que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste». (Jo 17, 21)

No coração da nossa oração encontramos as pessoas que nos são queridas. Seguramente é comovedor ouvir Jesus rezando por nós ao Pai. Estamos no coração da oração de Jesus. Inspirados pelo Espírito Santo aprendemos de Jesus como rezar e por quem devemos rezar.

Nosso Pai São Domingos assegurou-nos que «ser-nos-ia mais útil e nos alcançaria maiores graças depois da sua morte do que se estivesse vivo. Certamente conhecia Aquele a quem tinha confiado o depósito dos seus trabalhos e da sua fecunda existência, não duvidando de que lhe estava preparada a coroa da justiça. Com ela seria tanto mais poderoso para apresentar as suas preces, porque já teria entrado nos domínios do Senhor» (Libellus, 93).

É neste espírito que o último Capítulo Geral recomenda que «os membros da Família Dominicana incluam numa das orações do Ofício do dia uma intenção pelas entidades da Ordem e da Família Dominicana. Isto pode fazer-se de acordo com um plano aprovado pelo Mestre da Ordem e seu conselho» (ACG 2019, 448). Assim, apresentamos o calendário para que todos estejamos unidos cada dia em oração pela mesma intenção. O esquema inclui também sugestões de como cada intenção poderia ser incluída nas intercessões de vésperas.

O modo como oramos é o modo como acreditamos e vivemos. Que cresçamos mais na nossa comunhão dentro da Família Dominicana, lembrando-nos uns dos outros diante do Senhor na oração. O responsório do comum dos pastores (II vésperas) lembra-nos o que significa ser bons irmãos e irmãs: «Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo». Isto foi verdade para Domingos, deveria ser verdade para os seus irmãos e irmãs.

Em nosso Pai São Domingos,

Fr. Gerard Timoner, OP, Mestre da Ordem

(Esta intenção reza-se, em laudes, depois da última prece e, nas vésperas, antes da última prece. Cada número corresponde ao dia do mês)

MESES IMPARES (Janeiro, Março, Maio, Julho, Setembro, Novembro)

01: Protegei o nosso irmão Gerard, Mestre da Ordem:

— concedei-lhe sabedoria e prudência e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

02: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Provincia de Hispania, Guiné Equatorial, República Dominicana, Cuba, Paraguai, Uruguai e Argentina:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

03: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de Toulouse, Ilha da Reunião e Haiti:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

04: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de França, Escandinávia, Países Bálticos, África Equatorial e Mundo Árabe:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

05: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de São Domingos em Itália e Turquia:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

06: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província romana de Santa Catarina de Sena:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

07: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de São Tomás de Aquino em Itália:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

08: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província da Teutónia e Hungria:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

09: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de Inglaterra, Caribe e Jamaica:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

10: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província da Polonia, Ucrânia, Bielorrússia e Rússia:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

11: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província da Boémia:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

12: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província Croata da Anunciação, Montenegro, Bósnia e Eslovénia:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

13: Abençoai os Irmãos e toda a Família Dominicana da nossa Província de Portugal e Angola:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

14: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província dos Países Baixos:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

15: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província da Irlanda, Irão, Trinidad e Tobago:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

16: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de Santiago do México:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

17: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de São João Baptista no Peru:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

18: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de São Luís Beltrão na Colômbia e Porto Rico:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

19: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de Santa Catarina de Sena no Equador:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

20: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de Nossa Senhora do Rosário em Espanha, Coreia, Myanmar, Coreia do Sul, Singapura, Hong Kong, Macau, Taiwan, Timor Oriental, Japão e Venezuela:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

21: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de São Tomás de Aquino na Bélgica:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

22: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de Santo Agostinho na Argentina e Chile:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

23: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de São José nos Estados Unidos, Quénia e Tanzânia:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

24: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de São Pio V em Malta e Albânia:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

25: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de São Domingos do Canadá, Japão, Ruanda e Burundi:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

26: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província do Santo Nome de Jesus nos Estados Unidos:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

27: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de Santo Alberto Magno na Alemanha e Áustria:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

28: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de Santo Alberto Magno nos Estados Unidos:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

29: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província da Assunção na Austrália e Nova Zelândia, Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

30: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de Frei Bartolomeu de las Casas no Brasil.

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

31: Recebei no vosso Reino os irmãos e irmãs defuntos da Família Dominicana:

e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

MESES PARES (Fevereiro, Abril, Junho, Agosto, Outubro, Dezembro)

01: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província da Anunciação na Suíça:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

02: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província da Rainha dos Mártires no Vietnam, Tailândia, Laos, Canadá e Estados Unidos:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

03: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província das Filipinas, Sri Lanka e Indonésia:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

04: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de São Martinho de Porres nos Estados Unidos:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

05: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Vice-província Filho de Maria no Paquistão:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

06: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de São Vicente Ferrer na América Central, Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Panamá e Costa Rica:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

07: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de São José Operário na Nigéria, Gana e Zâmbia:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

08: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província da India:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

09: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Vice-província de São Pio V na República Democrática do Congo:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

10: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Vice-província da África Austral, África do Sul, Zimbabwe e Malawi:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

11: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Vice-província Rainha da China e Taiwan:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

12: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província da Eslováquia:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

13: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Província de Santo Agostinho na África Ocidental, Benim, Costa do Marfim, Senegal e Burkina Faso:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

14: Abençoai os nossos Irmãos e toda a Família Dominicana da Vice-província da Bolívia:

que sejam fiéis na pregação da vossa Palavra e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

15: Sustentai as comunidades sob a jurisdição do Mestre da Ordem, que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-as a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

16: Sustentai as monjas de la Ordem, que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-as a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

17: Sustentai o laicado dominicano, que segue a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-o a ser fiel à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

18: Sustentai as irmãs das congregações dominicanas que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-as a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

19: Sustentai os membros das fraternidades sacerdotais, que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-os a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

20: Sustentai os membros dos institutos seculares dominicanos, que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-os a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

21: Sustentai os membros do movimento internacional de la juventude dominicana, que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-os a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

22: Sustentai os noviços da Ordem, que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-os a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

23: Sustentai os membros da família dominicana em zonas afectadas pela violência e a injustiça, que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-os a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

24: Sustentai os que trabalham nas instituições académicas da Ordem, que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-os a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

25: Sustentai os responsáveis da formação das novas vocações dominicanas, que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-os a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

26: Sustentai os nossos irmãos e irmãs a quem foi confiado o ministério da reconciliação, e que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-os a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

27: Sustentai os doentes e idosos da Família Dominicana, que seguem a Cristo nas pegadas de São Domingos:

ajudai-os a serem fiéis à sua vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

28: Iluminai e socorrei os nossos irmãos e irmãs em dificuldade no seu caminho vocacional:

— concedei-lhes a vossa luz, ajudai-nos a apoiarmo-nos uns aos outros na nossa vocação e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

29: Abençoai os benfeitores da Ordem:

— enchei-os da vossa graça, recompensai a sua generosidade e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

30: Abençoai os empregados e voluntários ao serviço da Ordem:

— enchei-os com a vossa graça, recompensai a sua generosidade e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.

31: Recebei no vosso Reino os irmãos e irmãs defuntos da Família Dominicana:

e abençoai a nossa Ordem com novas vocações.


Fr. Gerard Timoner, eleito Mestre Geral da Ordem

Os participantes no 290º Capítulo Geral electivo da Ordem, que está ma celebrar-se entre 7 de Julho e 4 de Agosto, em Biên Hoà (Vietnam), elegeram o 88º Mestre Geral dos Dominicanos, sucessor de São Domingos, na pessoa do filipino Fr. Gerard Francisco Timoner, OP. É o primeiro frade asiático a ocupar o lugar.

Fr. Gerard de 51 anos de idade, foi até agora Sócio do Mestre para a região da Ásia-Pacífico da Ordem dos Pregadores. Em 2014, foi nomeado pelo Papa Francisco para a Comissão Teológica Internacional do Vaticano, criada em 1969 pelo Papa Paulo VI para examinar questões e assuntos doutrinais, em particular relativos à Congregação para a Doutrina da Fé. Fr. Gerard Timoner nasceu a 26 de Janeiro de 1968 e é originário da cidade de Daet, nas Camarines Norte, Filipinas. Entrou para a Ordem Dominicana em 1985 tendo feito os seus votos definitivos em 1989. Foi ordenado sacerdote em 1995, obteve a sua licenciatura em Filosofia no Centro Filipino Dominicano de Estudos Internacionais em 1991 e a licenciatura em Teologia pela Universidade de São Tomás de Manila em 1994. Doutorou-se em Teologia na Universidade Católica de Niimegen na Holanda em 2004. Foi Reitor da Universidade S. Tomás de Manila e Prior Provincial das Filipinas.


Carta à Familia Dominicana da Europa

Queridas irmãs e irmãos da Família Dominicana na Europa,

Nas minhas recentes reuniões convosco, haveis expressado a vossa preocupação pela evolução actual da sociedade na Europa. Nos lugares onde Cristo vos envia a pregar, nas experiências que vos confiam aqueles com quem vos relacionais, nas noticias que escutais nos meios de comunicação, sois testemunhas de situações que são contrárias à mensagem do Evangelho e à doutrina social da Igreja. Este contexto preocupava-os e questiona-vos. O colóquio sobre a pregação da Ordem, que teve lugar em Colónia no passado mês de outubro, tinha como título «Santa pregação: o nosso desafio numa Europa frágil». Os nossos queridos irmãos da Ucrânia vivem hoje em dia um grave conflito. Tudo isto vos leva a preocuparem-se com a paz e a justiça no continente europeu.

A nossa tradição dominicana é rica em personalidades que, de diversas maneiras, incorporaram na sua pregação mensagem evangélica da paz e da justiça. Apenas menciono nomes como de Bartolomeu de las Casas, Jean-Joseph Lataste, Giorgio LaPira, Vincent McNabb, Louis-Joseph Lebret, Laure Sabès, Patrik Kùzela, Aurelius Arkenau, Mikulás Lexmann, Dominique Pire, Marchal Czartoryski, Hijacint Boðkovió, Anna Abrikosova e muitos outros. Durante a sua curta vida, Catarina de Sena também tratou de levar uma mensagem e paz, tanto no interior da igreja como na sociedade. Não é portanto uma surpresa que tenha ido eleita como uma das co-padroeiras da Europa, um continente cuja história está marcada por tantas lágrimas e conflitos entre os povos.

Em resposta a estas preocupações e ao compromisso da Ordem com a justiça e a paz e neste momento da história em que a Europa parece estar a dividir-se uma vez mais, os irmãos e irmãs dominicanos apresentaram duas iniciativas que desejo apoiar. Por um lado, os promotores de Justiça e Paz europeus publicaram um texto de reflexão para sensibilizarmos sobre a evolução do clima social na europa. Por outro lado, um grupo de irmãos e irmãs prepararam uma oração pela Europa, confiando as pessoas do nosso continente a Deus por intercessão de Santa Catarina de Sena. Encontrareis esses dois documentos como anexo a esta carta e no website www.op.org. Convido-vos a difundi-los, podendo traduzi-los na vossa própria língua e a utilizá-los o mais amplamente possível entre as comunidades da família dominicana, entre todos os que frequentam as nossas igrejas, capelanias, escolas, e entre todos os que encontrais nas vossas actividades. Também vos convido a publicarem-nos nos nossos sites de internet. De uma forma especial, convido-vos a rezar a oração pela Europa por ocasião da Festa de Santa Catarina de Sena, a 29 de abril.

Permito-me repetir aqui o grito desgarrado que o nosso irmão Ludwik Wisniewski pronunciou durante a sua homenagem a Pawel Adamowicz, presidente da Câmara de Gdansk, assassinado a 14 de Janeiro deste ano: «Devemos parar os discursos de ódio, o desprezo, as acusações infundadas. Não sejamos indiferentes ao veneno do ódio que prolifera pelas ruas, nos meios de comunicação, na internet, nas escolas, no Parlamento, e também na igreja. Aqueles que falam a linguagem do ódio e constroem a sua carreira sobre mentiras não podem exercer nenhuma responsabilidade». Estas palavra chamam  cada um de nós à conversão e à responsabilidade para que, individualmente e como família dominicana, sejamos dignos mensageiros do Príncipe da Paz.

Unidos em oração, desejo-vos um bom caminho em direcção à Páscoa, o vosso irmão em São Domingos,

Fr. Bruno Cadoré OP

Mestre da Ordem


Regra e Declarações Gerais – 2019

NÓS

BRUNO CADORÉ OP

TOTIUS ORDINIS PREDICATORUM

HUMILIS MAGISTER ET SERVUS

 

Passaram mais de trinta anos desde a aprovação definitiva da nova Regra das Fraternidades Leigas de São Domingos pela Sagrada Congregação para os Institutos Religiosos e Seculares em 15 de Janeiro de 1987. (Prot. N. D.27-1.-87), e a sua promulgação pelo Mestre da Ordem, fr. Damian BYRNE, a 28 de Janeiro de 1987.

A Regra foi completada com uma série de Declarações Gerais promulgadas por fr. Damian BYRNE a 16 de Fevereiro de 1987 e com várias intervenções de Capítulos  Gerais e Mestres nas décadas seguintes. As mais notáveis são as Declarações Gerais promulgadas por fr. Carloz Afonso AZPIROZ COSTA, em 15 de Novembro de 2007, depois do Congresso Internacional das Fraternidades de São Domingos realizado em Buenos Aires em Março daquele ano.

Com o passar do tempo, tanto o Conselho Internacional das Fraternidades Leigas Dominicanas como no seu Congresso Internacional das Fraternidades Leigas celebrado em Fátima em Outubro de 2018, se tornou evidente que seriam necessários alguns pequenos ajustes à Regra, e algumas clarificações, para responder às necessidades das Fraternidades em todo o mundo.

Portanto, tendo escutado o Conselho Internacional e ao Congresso das Fraternidades Leigas

Havendo recebido aprovação da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica em 28 de Janeiro de 2019, (Prot. N. D. 37-1 / 96) as emendas dos números 20 (c) y 21 (b) da Regra;

AQUÍ PROMULGAMOS o seguinte texto revisto da Regra das Fraternidades Leigas de São Domingos

ao mesmo tempo, PROMULGAMOS as seguintes Declarações Gerais revistas do Mestre da Ordem

As novas Declarações gerais reordenam integralmente o conteúdo das realizadas pelos nossos predecessores fr, Damian Byrne a 16 de Fevereiro de 1987 e fr. Carlos Alfonso Azpiroz Costa a 15 de Novembro de 2007, pelo que essas declarações se consideram derrogadas de acordo com o cân. 20.

As emendas à Regra e as novas Declarações  Gerais entram em vigor a 24 de Maio de 2019, memória da Trasladação de Nosso Pai São Domingos.

Dado em Roma, na nossa Cúria Geral de Santa Sabina, em 9 de Março  de 2019.

Fr. Bruno Cadoré OP
Magister Ordinis

Fr. Jean-Ariel Bauza-Salinas OP
Secretarius Generalis

Prot. n. 73/19/007 Rulle

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CONSTITUIÇÃO FUNDAMENTAL DOS LEIGOS DOMINICANOS

Dos leigos na Igreja

1. “Entre os discípulos de Cristo, os homens e mulheres que vivem inseridos no mundo tornam-se participantes, em virtude do Baptismo e da Confirmação, da função profética, sacerdotal e real de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A isso são chamados a fim de tornarem viva a presença de Cristo no meio dos povos e para que «o anúncio divino da salvação seja conhecido e recebido por todos os homens do mundo inteiro” (Act. Apost. 4, 3).

Do laicado dominicano

2. Alguns, porém, movidos pela inspiração do Espírito Santo a realizarem uma vida segundo o espírito e o carisma de S. Domingos, são incorporados na Ordem por uma promessa especial, segundo os estatutos que lhes são próprios.
Da Família Dominicana

3. Reúnem-se em comunidades e constituem, com os outros grupos da Ordem, uma só Família (Cfr. LCO, 141).
Do carácter específico do laicado dominicano

4. Por isso se caracterizam de modo peculiar na Igreja, tanto na sua própria vida espiritual, como no serviço de Deus e do próximo.
Como membros da Ordem, participam na sua missão apostólica, pelo estudo, pela oração e pela pregação, segundo a sua própria condição de leigos.

Da missão apostólica

5. A exemplo de São Domingos, de Santa Catarina de Sena e dos nossos antepassados que ilustraram a vida da Ordem e da Igreja, eles, fortalecidos pela comunhão fraterna, dão, em primeiro lugar, testemunho da própria fé, auscultam as necessidades dos homens do seu tempo e servem a verdade.

6. Atendem diligentemente aos fins principais do apostolado da Igreja contemporânea, movidos de modo especial a manifestar misericórdia para com todas as ansiedades, a defender a liberdade e a promover a justiça e a paz. .

7. Inspirados pelo Carisma da Ordem, lembram-se de que a acção apostólica procede da abundância da contemplação.

II – REGRA DAS FRATERNIDADES

Da vida das Fraternidades

8. Esforcem-se por viver em verdadeira comunhão fraterna segundo o espírito das bem-aventuranças, que se manifestará também, em qualquer circunstância, na prática das obras de misericórdia e na partilha entre os membros das fraternidades, sobretudo os pobres e doentes, dos bens que lhes pertencem, no oferecimento de sufrágios, de tal modo que entre todos haja sempre um só coração e uma só alma em Deus” (Act. 4, 32).

9. Os membros das Fraternidades, tomando parte no apostolado com os irmãos e irmãs da Ordem, participem activamente na vida da Igreja, sempre prontos a colaborar com outras associações apostólicas.

10. As fontes principais às quais os leigos de S. Domingos vão buscar forças para progredir na própria vocação, que é ao mesmo tempo, de modo inseparável, contemplativa e apostólica, são estas:

a) A escuta da Palavra de Deus e a leitura da Sagrada Escritura, sobretudo do Novo Testamento;
b) A celebração litúrgica, tanto quanto seja possível, diária e a participação no Sacrifício Eucarístico;
c) A frequente celebração do Sacramento da Reconciliação;
d) A celebração da Liturgia das Horas em união com toda a Família Dominicana, e também a oração privada, como a meditação e o Rosário mariano;
e) A conversão do coração segundo o espírito e a prática da penitência evangélica;
f) O estudo assíduo da verdade revelada e uma reflexão constante sobre os problemas contemporâneos à luz da fé.
g) A devoção para com a bem-aventurada Virgem Maria, segundo a tradição da Ordem, para com S. Domingos, nosso pai e Santa Catarina de Sena;
h) Reuniões de carácter espiritual periódicas.

Da formação

11. O propósito da formação dominicana é preparar verdadeiros adultos na Fé, de tal modo que sejam aptos a acolher, celebrar e proclamar a Palavra de Deus.

Compete a cada Província fazer um programa:

  • quer de formação progressiva para os principiantes:
  • quer de formação permanente para todos os membros, mesmo para os que estão isolados.

12. Cada dominicano deve estar apto para pregar a Palavra de Deus. Nesta pregação exerce-se a função profética do cristão baptizado e fortalecido pelo sacramento da Confirmação.
No mundo contemporâneo, a pregação da Palavra deve estender-se à defesa da dignidade da pessoa humana e, ao mesmo tempo, da vida e da família. pertence à vocação dominicana promover a unidade dos cristãos e, simultaneamente, o diálogo com os não cristão e não crentes.

13. As fontes principais para aperfeiçoar a formação dominicana são:
– a Palavra de Deus e a reflexão teológica;
– a oração litúrgica,
– a história e a tradição da Ordem,
– os documentos mais recentes da Igreja e da Ordem,
– o conhecimento dos sinais dos tempos.

Profissão ou promessa

14. Para serem incorporados na Ordem, os membros das Fraternidades devem emitir uma profissão, ou promessa, pela qual prometem formalmente levar uma vida segundo o espírito de S. Domingos e o modo de viver prescrito pela Regra.

Na profissão a emitir empregue-se a fórmula seguinte ou outra semelhante quanto à substância::

Para honra de Deus omnipotente, Pai, Filho e Espírito Santo, e da bem-aventurada Virgem Maria e de S. Domingos, eu N. N. diante de vós N. N. Presidente da Fraternidade, e de vós N. N., Promotor, nas vezes do Mestre da Ordem dos Irmãos Pregadores, prometo que quero viver segundo a Regra dos Leigos de São Domingos, (por três anos (por toda a vida)”.

III – Da Estrutura e governo das Fraternidades

15. A Fraternidade é o meio idóneo para alimentar e alimentar a dedicação de cada um na própria vocação.
A periodicidade das reuniões é diversa, segundo as Fraternidades.
A assiduidade demonstra a própria fidelidade de cada um dos membros.

16. A admissão dos candidatos, observadas as condições prescritas pelo Directório quanto à condição das pessoas e ao tempo de admissão, é da competência do Presidente da Fraternidade, o qual, tendo havido primeiro a votação deliberativa do Conselho da Fraternidade, procede, com o Promotor religioso, à recepção do candidato, segundo o rito determinado pelo Directório.

17. Após tempo de experiência determinado pelo Directório e com o voto favorável do Conselho da Fraternidade, o Presidente da mesma recebe, juntamente com o Promotor religioso, a profissão (ou promessa) temporária ou perpétua (definitiva).

Jurisdição da Ordem e autonomia das fraternidades

18. As Fraternidades Leigas estão sujeitas à jurisdição da Ordem; elas gozam gozam todavia daquela autonomia própria dos Leigos,pela qual se governam a si mesmas.
Em toda a Ordem

19.a) O Mestre da Ordem, enquanto sucessor de São Domingos e cabeça de toda a Família Dominicana, preside a todas as Fraternidades do mundo. A ele compete conservar nelas o espírito da Ordem,estabelecer normas práticas, seguindo o exijam os tempos e os lugares, e promover o bem espiritual e o zelo apostólico dos seus membros. .

b) O Promotor Geral faz as vezes do Mestre da Ordem para todas as Fraternidades cujas propostas apresenta o Mestre ou ao Capítulo Geral.

Nas Províncias

20.a) O Prior Provincial preside às Fraternidades dentro dos limites do território da sua Província e, com o consentimento do Ordinário do lugar, erige novas Fraternidades.

b) O Promotor Provincial das Fraternidades (irmão ou Irmã) faz as vezes do Prior Provincial e participa de pleno direito no Conselho Provincial dos Leigos de S. Domingos. É nomeado pelo Capítulo Provincial ou pelo Prior Provincial com o seu Conselho, ouvido antes o Conselho Provincial dos Leigos de S. Domingos.

c) No território da Província institua-se um Presidente e um Conselho Provincial Leigo, eleitos pelas Fraternidades e que se regulam segundo as normas definidas pelo Directório.

Nas Fraternidades

21.a) A Fraternidade local é governada pelo Presidente com o seu Conselho que assumem pela responsabilidade do governo e administração.

b) O Presidente e o Conselho são eleitos pelo tempo determinado e segundo o modo estabelecido pelos Directórios particulares.

c) O Promotor religioso (irmão ou irmã) ajuda os membros da Fraternidade em matéria doutrinal e vida espiritual. Este é nomeado pelo Prior Provincial, ouvidos antes o Promotor Provincial e o Conselho local leigo.

Conselho nacional e internacional

22.a) Onde houver várias Províncias da Ordem dentro do mesmo âmbito nacional, pode instituir-se um Conselho nacional, segundo as normas estabelecidas pelos Directórios particulares. .

b) Do mesmo modo pode existir um Conselho internacional, se parecer oportuno, consultadas todas as Fraternidades da Ordem.

23. Os Conselhos das Fraternidades podem enviar propostas e petições ao Capítulo Provincial dos Frades Pregadores; os Conselho Provinciais e Nacionais também ao Capítulo Geral.

Estatutos das Fraternidades

24. Os Estatutos próprios das Fraternidades Leigas de São Domingos são:

a) A Regra das Fraternidades, (Constituição fundamental do laicado O.P. normas de vida e governo das Fraternidades).

b) As Declarações Gerais, seja do Mestre da Ordem, seja do Capítulo Geral.

c) Os Directórios particulares.

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DECLARAÇÕES GERAIS

DAS FRATERNIDADES LEIGAS DE SÃO DOMINGOS

1.§ I – Os Leigos de São Domingos são aqueles fiéis que, baptizados na Igreja Católica ou nela recebidos, confirmados e em plena comunhão de fé, sacramentos e governo eclesiástico, são chamados por uma vocação especial a progredir no caminho de uma vida cristã e a animar as realidades temporais através do carisma de São Domingos.

§ II – Para serem incorporados na Ordem dos Pregadores em cuja missão apostólica participam plenamente, os Leigos de São Domingos fazem promessa de acordo com a fórmula prevista na Regra. A entrada no ramo leigo da Ordem, chamadas Fraternidades Leigas de São Domingos, sujeita ao Mestre e aos outros Superiores Maiores da Ordem, realiza-se apenas com essa promessa (1).

OUTROS GRUPOS DE LEIGOS DOMINICANOS

2. § I – Além das Fraternidades Leigas de São Domingos, existem Fraternidades sacerdotais e outras Associações e Confrarias, regidas pelos seus próprios Estatutos legitimamente aprovados pela autoridade competente e por vários títulos associados à Família Dominicana.

§ II – Estas Associações e Fraternidades constituem uma grande e variada riqueza para a Igreja e para a Família Dominicana e devem ser muito valorizadas por todos os membros das Fraternidades Leigas.

§ III – A fórmula de compromisso contida na Regra das Fraternidades Leigas de São Domingos aprovada pela Santa Sé não deve ser utilizada por outros grupos agregados de qualquer forma à Família Dominicana, a menos que o Mestre da Ordem permita expressamente o contrário (2).

VIDA DAS FRATERNIDADES

3. – O Rosário, mediante o qual a mente se eleva à contemplação íntima dos mistérios de Cristo através da Santíssima Virgem Maria, é uma devoção tradicional da Ordem; portanto recomenda-se a sua recitação diária pelos irmãos e irmãs das Fraternidades Leigas de São Domingos (3).

APOSTOLADO DAS FRATERNIDADES

4. – Os membros das Fraternidades devem ser sempre testemunhas autênticas da misericórdia de Cristo, em comunhão com a Igreja e a Ordem (cf. Regra, 5-7). Para fazer declarações públicas em nome de uma Fraternidade, ou dos leigos em geral, requer-se a autorização da autoridade competente de acordo com o Directório.

ADMISSÃO ÀS FRATERNIDADES

5.  – Os Leigos de São Domingos estão sempre adstritos a uma Fraternidade, quando seja possível, a do seu domicílio canónico ou quasi domicílio, ou ao menos estejam em contacto com um membro do Conselho Provincial ou vicarial dos leigos (4).

6. – § I. A promessa perpétua será precedida por pelo menos um ano de admissão inicial e por três anos de promessa temporária, documentados em registos que se mantenham para esses fins, na Fraternidade local ou no arquivo Provincial (5).

§II. – Um candidato que tenha recebido uma formação equivalente no Movimento Juvenil Dominicano Internacional pode ser dispensado de parte da formação inicial pelo Presidente da Fraternidade com o consentimento do Conselho. Neste caso, deve preceder pelo menos um ano a promessa temporária da promessa perpétua (6).

7. – Os fiéis que vivam em situações particulares devido às quais o Conselho da Fraternidade não julgue prudente que sejam admitidos à promessa, podem no entanto participar na vida da Fraternidade e na sua formação permanente, num caminho de seguimento a Cristo através do carisma dominicano, sem prejuízo da disciplina e do magistério da Igreja (7).

A LEI QUE REGE AS FRATERNIDADES

8. § I. – A Regra pela qual se regem as Fraternidades Leigas de São Domingos é a lei fundamental para as Fraternidades Leigas de todo o mundo.

§ II. – As presentes Declarações Gerais promulgadas pelo Mestre da Ordem são amplificações, explicações e interpretações da Regra.

§ III. – Os Directórios Provinciais e Nacionais , preparados pelas próprias Fraternidades e aprovados pelo Mestre da Ordem, são normas particulares locais e para a sua colaboração a nível provincial ou nacional (8).

9. – Para que os irmãos e irmãs das Fraternidades Leigas possam cumprir as suas obrigações «não como escravos da lei, mas como pessoas livres sobre a graça» (Santo Agostinho, Regra 8, cf. Romanos 6:14), declaramos que as transgressões à Regra não constituem por si, faltas morais (9).

10. – § I – O texto do Directório Provincial deve ser aprovado pelo Conselho Provincial dos Leigos. Será enviado ao Prior Provincial, que o transmite com a sua opinião e a do seu Conselho, ao Mestre da Ordem para a sua aprovação.

§  II – Ao aprovar o Directório, o Mestre da Ordem também pode fazer emendas  a normas particulares.

§ III – O Directório Provincial aprovado é promulgado pelo Prior Provincial (10).

11.- Salvo se estas disposições estiveram já incluídas no Directório Nacional, o Directório Provincial deve detalhar:

1º As condições de admissão a uma Fraternidade;

2º O tempo de prova e de profissão para a promessa, sem prejuízo do nº6 supra.

3ª A frequência dos Sacramentos e das orações que os Irmãos e Irmãs das Fraternidades Leigas devem elevar a Deus;

4º A frequência das reuniões das Fraternidades e a forma da sua celebração , e também a frequência dos encontros espirituais;

5º A organização interna de cada Fraternidade e das Fraternidades da Província no seu conjunto;

6º  A forma de proceder para a eleição dos diferentes cargos sem prejuízo das normas da Regra e destas Declarações;

7º A forma e limites das dispensas, em prejuízo do nº13, infra;

8º Os sufrágios pelos irmãos  e irmãs falecidos membros das Fraternidades leigas e por  toda a Ordem (11).

12. – § I – Quando existam várias províncias no mesmo território de uma nação, também pode existir um único Directório Nacional. O Directório Nacional providência normas para as províncias e fraternidades, ainda que um Directório Provincial possa derrogar normas do Directório Nacional.

§ II – O texto do Directório Nacional deve ser acordado pelos Conselhos Provinciais Leigos das províncias interessadas. Deve ser transmitido ao Mestre da Ordem para sua aprovação junto com as opiniões dos Priores Provinciais a que diga respeito e seus Conselhos.

§III – Ao aprovar o Directório Nacional, o Mestre da Ordem também pode fazer emendas a normas particulares.

§ IV – O Directório Nacional aprovado é promulgado pelo Presidente do comité nacional de Priores Provinciais, se existir, ou então pelo Mestre da Ordem (12).

13. § I – Os superiores da Ordem e os presidentes das Fraternidades não tem autoridade para dispensar da lei divina ou da lei universal da Igreja.

§II – Uma dispensa requer sempre uma causa justa e razoável (cf. Cân. 90 § 1). As normas que definem elementos essencialmente constitutivos de um instituto ou acto não estão sujeitas a dispensa (Cf. Cân. 86).

§III – Apenas o Mestre da Ordem pode dispensar todos os leigos dominicanos de uma norma da Regra.

§ IV – O Prior Provincial pode dispensar as fraternidades individuais de uma norma da Regra ou do Directório, inclusive sem limite de tempo.

§V – O Presidente da Fraternidade pode dispensar legitimamente uma norma da Regra ou do Directório em casos individuais e por um tempo determinado (13).

14. – O Prior Provincial tem o poder de sanar os actos inválidos da Fraternidade, especialmente em relação à admissão e à profissão ou promessa (14).

GOVERNO DA FRATERNIDADE

15. § I – A menos que o Directório determine o contrário, o Presidente  e o Conselho da Fraternidade são eleitos pelos membros dessa Fraternidade que tenham pelo menos realizado a promessa temporária.

§II – Para ser eleito presidente, um membro deve ter realizado a promessa perpétua.

16. § I – De acordo com o artigo 21 c) da Regra, o assistente religioso deve ser uma religioso  (irmão ou irmã) da Ordem. Se não for possível designar um religioso dominicano adequado como assistente da Fraternidade, o Prior Provincial pode prescindir deste requisito e nomear outra pessoa devidamente qualificada para ajudar os membros da Fraternidade em assuntos doutrinais e na vida espiritual da tradição dominicana (15).

§ II – Um religioso ou clérigo que não esteja sob a jurisdição do Prior Provincial não poderá ser nomeado válidamente assistente religioso sem o consentimento do seu superior maior. Para um clérigo secular, esse consentimento é dado pelo seu Ordinário (16).

GOVERNO DAS FRATERNIDADES NA PROVÍNCIA

17. § I – O Directório determina a maneira de eleger o Presidente Provincial e o Conselho Provincial dos Leigos.

§II – Para ser eleito Presidente Provincial, um membro deve ter realizado a promessa perpétua.

18. § I – De acordo com o disposto no Artº20 b)  da Regra, o Promotor Provincial deve ser um religioso (irmão ou irmã) da Ordem. A dispensa deste requisito está reservada ao Mestre da Ordem .

§II – Aquele que não está sob a jurisdição do Prior Provincial não pode ser nomeado válidamente Promotor Provincial sem o consentimento escrito do seu superior maior e um acordo entre o Prior Provincial e o Promotor Provincial (17).

§ III – O mandato do Promotor Provincial é de quatro anos  Ele ou ela não podem servir mais de dois mandatos consecutivos.

§IV – Ainda que o Promotor Provincial tenha pleno direito de participar nas reuniões do Conselho Provincial dos Leigos, não tem voz activa nem voz passiva em nenhum orgão das Fraternidades Leigas (18).

ELEIÇÕES

19. § I – Salvo o que digam estas Declarações ou o Directório indiquem o contrário, as eleições entre os Leigos  de São Domingos realizam-se de acordo com o Cânone 119, 1º e 164-183.

§ II – A menos que o Directório diga o contrário, podem haver até três escrutínios numa eleição. Requer-se maioria absoluta para a eleição no primeiro e segundo escrutínio. Se tiverem ocorrido dois escrutínio inconsequentes, deve-se votar entre os dois candidatos com mais votos, ou, se existirem mais do que dois, entre os dois com mais tempo de primeira promessa nas Fraternidades Leigas. Depois do terceiro escrutínio inconsequente, considere-se eleito aquele que tiver mais tempo de primeira promessa nas Fraternidades Leigas.

SEPARAÇÃO DAS FRATERNIDADES LEIGAS

20. § I – Quando expira a promessa temporária, e se não se renova, cada membro é livre de sair das Fraternidades Leigas.

§ II – Durante o tempo da promessa temporária, ou depois de fazer a promessa perpétua, um membro não precisa de solicitar indulto para deixar as Fraternidades Leigas, excepto por uma razão grave, ponderada diante de Deus e com a ajuda dos membros da fraternidade. Ante tal motivo, deve apresentar uma solicitação fundamentada ao Presidente da Fraternidade que a deve remeter ao Prior Provincial acompanhada da sua opinião e da do Conselho da Fraternidade.

§ III – O Prior Provincial é competente para outorgar um indulto de saída das Fraternidades Leigas. Uma vez que o indulto seja notificado por escrito ao membro em questão, ele ou ela está dispensado da promessa e do requisito de observar a lei particular  das Fraternidades Leigas de São Domingos (19).

21. § I – Para além das situações mencionadas no Cânone nº316 § 1, um membro que tenha realizado a promessa temporária ou perpétua pode ser expulso por um dos seguintes motivos:

1º violação grave da Regra ou do Directório;

2º causar escândalo grave e público entre os fiéis;

§ II – Nos casos mencionados em § I, o Presidente da Fraternidade é o primeiro a advertir o membro, formalmente e por escrito.

§ III – Se não é atendida a advertência, o Presidente, com o consentimento do Conselho da Fraternidade, pode pedir ao Prior Provincial a expulsão daquele membro. Nas situações mencionadas no cân. 316 § 1; o Presidente deve solicitar ao Prior Provincial a expulsão do membro.

§ IV – Se o Prior Provincial, havendo dado ao membro oportunidade de defesa, julgar que a expulsão se justifica, emitirá um decreto de expulsão por escrito.

§ V – O decreto de expulsão, uma vez que seja legitimamente notificado o membro, provoca a cessação dos direitos e obrigações que derivavam da promessa e é extensível a todas as Fraternidades Leigas de São Domingos.

§ VI – O recurso hierárquico ao Mestre da Ordem contra um decreto de expulsão é sempre possível (20).

22. § I – Um membro que tenha obtido um indulto de saída das Fraternidades Leigas e posteriormente pretenda reincorporar-se em qualquer Fraternidade deve seguir novamente o processo de formação. A promessa perpétua de tal membro apenas pode ser realizada com a autorização do Prior Provincial e do Conselho da nova Fraternidade do membro. A promessa e a admissão de alguém que esconde a situação de um indulto de saída anterior não é válida (21).  

§ II – Uma pessoa que tenha sido expulsa das Fraternidades Leigas, depois de avaliação cuidadosa da sua condição de vida e com a certeza de emenda, pode ser readmitida nas mesmas condições que em § I (22).

 

Notas:

(1) C.A. AZPIROZ COSTA, Declarações Gerais acerca da Regra das Fraternidades Leigas de São Domingos de 15-XI-2007, (doravante designadas DG2007), I, § 1. Estas notas de pé de página não formam parte das Declarações Gerais promulgadas, mas servem para indicar a fonte de cada declaração.

(2) D. BYRNE, Declarações Gerais das Fraternidades Leigas de São Domingos, 16-ii-1987 (doravante designadas DG1987), 5; DG2007, I § 2.

(3) DG1987, 7.

(4) DG2007, I § 3.

(5) DG2007, I § 1

(6) Proposta do Congresso Internacional das Fraternidades Leigas de São Domingos, Fátima, 2018

(7) DG2007, I § 4.

(8) DG1987, 1,

(9) DG1987, 2.

(10) DG1987, 1.; DG2007 II § 1.

(11) DG1987, 6.

(12) DG1987, 1; DG2007, II, § 1.

(13) DG2007, III.

(14) DG1987, 4.

(15) DG2007, V.

(16) ACG Trogir [2013), 187; Bologna [20I6),345

(17) DG2007, IV, § 2

(18) DG2007, IV § 3

(19) DG2007, VI, § 1.

(20) DG2007, VII § 1 y 3; can.316 § 1

(21) DG2007, VI § 2

(22) DG2007, VII § 2

 

GS.03/19


MÊS DOMINICANO PARA A PAZ – Dezembro 2018

 

Recursos:

Folheto:  inglêsespanholfrancês

Labirinto: inglêsespanholfrancês